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Mendonça autoriza prisão domiciliar a ex-assessor de Weverton Rocha

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Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que estava detido preventivamente desde a última fase da Operação Sem Desconto em dezembro, cumprirá prisão domiciliar após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Gaspar é suspeito de participar de conversas sobre entrega de dinheiro em espécie com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’, acusado de liderar um esquema de desvio de recursos previdenciários.

Nomeado assistente sênior na liderança do PDT no Senado entre 2019 e 2023, Gaspar foi afastado após a revelação de que não cumpria suas funções no gabinete em Brasília, mesmo recebendo um salário de R$ 17,2 mil, sendo considerado um funcionário fantasma.

Gustavo também foi sócio de um haras da família do deputado Juscelino Filho (União-MA), ex-ministro das Comunicações e amigo próximo do senador Weverton Rocha.

A defesa repudiou as acusações e afirmou que dará o devido esclarecimento quando for formalmente convocada pela Polícia Federal.

André Mendonça concedeu a prisão domiciliar após considerar o pedido da defesa, que apresentou laudo médico indicativo de que Michelle Ribeiro Araújo, esposa do investigado, enfrenta uma grave doença que requer cuidado médico constante.

O documento médico relata que Michelle sofreu um Acidente Vascular Encefálico Isquêmico causado por trombose da artéria vertebral, apresentando graves limitações motora e de coordenação, necessitando de assistência diária.

A defesa informou que Gustavo e Michelle são naturais de São Luís e que o casal não possui familiares próximos no Distrito Federal, com seus pais idosos residindo em outras cidades.

Uma perícia da Polícia Federal confirmou as sequelas neurológicas permanentes de Michelle, com implicações em sua mobilidade e equilíbrio.

A Procuradoria-Geral da República concordou com a substituição da prisão preventiva por domiciliar, ressaltando que Gustavo é responsável pelo cuidado constante da companheira.

O ex-assessor está proibido de deixar o país e de contactar outros envolvidos na investigação.

De acordo com a Polícia Federal, Gaspar teria pedido ao grupo do ‘Careca do INSS’ para abrir e administrar uma empresa em seu nome, supostamente utilizada nas atividades ilícitas. Em mensagens, o próprio ‘Careca’ instruía um colaborador a receber Gustavo para entregar ‘encomenda’ ou ‘impressões’, expressões que a polícia entende como referência a valores em dinheiro.

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