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Suspenso julgamento de Zambelli na Itália; retoma quinta-feira

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O julgamento sobre a extradição de Carla Zambelli, ex-deputada federal do PL presa em Roma, foi interrompido nesta quarta-feira (11) na Itália. A defesa da parlamentar argumentou que a sessão foi cansativa, e o julgamento está previsto para continuar na quinta-feira. Até agora, o processo já teve quatro adiamentos. Atualmente, os advogados da ex-deputada dispõem de 15 dias para apresentar recurso contra a decisão.

“A audiência desta quarta-feira da Carla Zambelli foi muito longa. A defesa apresentou muitos quesitos e a acusação também foi reagendada para amanhã (quinta-feira) às 9h na Itália”, declarou o advogado Fabio Pagnozzi.

Na véspera, a Justiça italiana recusou o pedido dos advogados da ex-parlamentar para substituir os juízes responsáveis pela decisão sobre a extradição. A defesa alegava que o grupo julgador não era imparcial, pois teria tomado decisões indicando apoio à extradição ao longo do processo.

Conforme reportado por colunas de imprensa, as alegações de parcialidade feitas pela defesa não foram bem aceitas no Judiciário italiano. Do lado do governo brasileiro, o pedido foi visto como uma tentativa desesperada. As autoridades afirmam que o cerco legal em torno de Zambelli está se fechando.

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e fugiu para a Itália depois da condenação, estando atualmente como foragida da Justiça brasileira.

Em dezembro, o STF determinou a cassação do mandato de Zambelli, revertendo uma decisão anterior da Câmara. Três dias depois, ela entregou uma carta renunciando ao cargo.

A ex-deputada, que possui dupla cidadania italiana, deixou o Brasil em maio, passando pelos Estados Unidos antes de se estabelecer na Itália. Após sua detenção, Zambelli afirmou que deseja ser julgada no país europeu e provará sua inocência sobre a invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana optou por mantê-la presa durante o julgamento, alegando risco de fuga. Se for extraditada ao Brasil, ela deve cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

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