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Autoridades britânicas investigam documentos que ligam Andrew a Jeffrey Epstein
Novos documentos surgiram nesta quarta-feira (11) indicando que o ex-príncipe Andrew pode ter compartilhado informações confidenciais com o financista e criminoso sexual americano, Jeffrey Epstein. Como resultado, a Procuradoria informou que está em contato contínuo com a polícia sobre essas suspeitas.
Um e-mail datado de 24 de dezembro de 2010, direcionado a Epstein, menciona que Andrew enviou um relatório confidencial sobre possíveis investimentos no Afeganistão. Na época, Andrew ocupava uma posição especial para o comércio internacional do Reino Unido, entre 2001 e 2011.
Além deste, vários outros documentos encontrados nos arquivos de Epstein sugerem que o ex-príncipe compartilhou informações relacionadas a viagens de trabalho à China, Singapura e Vietnã.
A polícia da região de Windsor, onde Andrew morava até recentemente, declarou que está analisando essas informações. Após perder seus títulos aristocráticos, ele deve ser referido como Andrew Mountbatten-Windsor.
Estes documentos vêm somar-se às acusações de agressão sexual contra Andrew feitas por Virginia Giuffre, que faleceu em 2025. Outra mulher também alegou, através de seu advogado, que foi enviada para a Inglaterra em 2010 por Epstein para manter relações sexuais com o ex-príncipe.
Outro advogado americano relatou que uma cliente afirmou ter sido forçada a ter relações sexuais com Epstein e Andrew durante uma festa na Flórida em 2006.
Em uma declaração rara relacionada ao caso, o rei Charles III afirmou que Andrew deve responder pelas acusações.
A polícia não especificou o tempo necessário para decidir se inicia uma investigação formal. O procurador-geral do Reino Unido, Stephen Parkinson, confirmou que os advogados do Ministério Público e a polícia de Windsor estão em comunicação contínua e provavelmente continuarão a colaborar conforme necessário.
Paralelamente, a Procuradoria também está mantido contato com a polícia de Londres em uma investigação sobre Peter Mandelson, ex-embaixador britânico em Washington, que é suspeito de ter repassado documentos confidenciais a Epstein.
As mensagens trocadas entre Epstein e Mandelson mostravam uma relação amigável, transações financeiras e fotos pessoais, além de indícios claros de que o diplomata compartilhou informações sigilosas com o financista quase vinte anos atrás.

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