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Mais de 300 africanos mortos na guerra da Rússia na Ucrânia

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Pelo menos 1.417 africanos foram recrutados pelo Exército russo para participar do conflito na Ucrânia, e mais de 300 perderam a vida, conforme revelado em um relatório divulgado na quarta-feira (11) pelo coletivo investigativo All Eyes on Wagner (AEOW).

Esse grupo divulgou uma lista dos recrutados, elaborada pelo programa ucraniano “Eu Quero Viver”, que acompanha os combatentes russos mortos em combate e promove a rendição.

O documento traz os nomes de 1.417 indivíduos de 35 países africanos recrutados pelo Exército russo entre janeiro de 2023 e setembro de 2025, incluindo 316 mortos na linha de frente.

Entretanto, o coletivo acredita que os números reais sejam significativamente maiores.

“O recrutamento de cidadãos africanos não é um fenômeno isolado, mas sim uma parte fundamental de uma estratégia planejada”, destaca o relatório, explicando que, com a extensão da guerra, a Rússia precisa “enfrentar a escassez de soldados”.

“Ficamos muito surpresos com a facilidade em achar uma oferta ou caminho de saída para esses países (africanos). Basta apenas alguns minutos nas redes sociais”, afirma Lou Osborn, do coletivo AEOW, em entrevista à AFP.

Milhares de estrangeiros também se juntaram às forças russas na Ucrânia, recrutados em países com laços históricos — como Cazaquistão, Tadjiquistão e Cuba — e outros com relações em crescimento, como Nepal, Sri Lanka, Iraque e diversas nações africanas.

Do outro lado, a Ucrânia também conta com milhares de combatentes estrangeiros integrados às suas tropas.

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