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Ministra indicada por Lula será responsável por ação no TSE sobre desfile da Acadêmicos de Niterói

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Estela Aranha, ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi designada como relatora do processo movido pelo Partido Novo que busca impedir a apresentação da escola de samba Acadêmicos de Niterói. A ação questiona a homenagem feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o desfile.

Apresentada pela legenda menor, a manifestação acusa o evento de se configurar como propaganda eleitoral antecipada, ultrapassando o caráter de mera homenagem cultural.

Indicada por Lula em 2025, Estela recebeu o caso no dia 10 de janeiro, sem previsão para a análise final.

O Partido Novo alega que o desfile contém elementos próprios de campanha política, como alusões à polarização eleitoral de 2022, uso de músicas ligadas ao PT e menções ao número do partido nas urnas, além de expressões que, segundo eles, configuram pedido explícito de voto.

Além disso, a legenda contesta o financiamento de R$ 1 milhão da Embratur à escola, intermediado pelo Ministério da Cultura, dentro de um termo de colaboração que prevê investimentos para promover internacionalmente o carnaval do Rio de Janeiro.

O Novo também destaca que o presidente de honra da Acadêmicos de Niterói, Anderson Pipico, é vereador pelo PT em Niterói, o que, para o partido, comprometeria a alegação de neutralidade artística da escola. Pipico, entretanto, nega ter exercido qualquer função diretiva na escola de samba.

Estela Aranha, uma das duas ministras indicadas para o TSE a partir de listas tríplices elaboradas pelo STF, é jurista. O tribunal é composto por sete ministros titulares: três do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois da classe dos juristas, com mandatos de dois anos, renováveis por mais dois.

Lula confirmou a aliados sua presença no desfile, marcado para o próximo domingo, dia 15. O enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” é uma homenagem à trajetória do presidente. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, ofereceu camarotes oficiais ao presidente, à primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, e convidados.

Uma medida anterior que tentava proibir a homenagem já foi rejeitada pela justiça. Nesta quarta-feira, a 21ª Vara Federal Cível do Distrito Federal encerrou, sem avaliar o mérito, uma ação popular que buscava impedir a participação da escola de samba no carnaval deste ano.

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