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Economia

Seguro residencial cresce 23% em Pernambuco

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O crescimento do seguro residencial em Pernambuco atingiu 23,54% no último ano, posicionando o estado como o segundo maior mercado na região Nordeste e o sexto em todo o país, conforme informações mais recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O montante alcançado chegou a R$ 98,6 milhões no período.

Esse avanço está relacionado a transformações no perfil do produto, na percepção dos riscos pelas famílias e na forma como o seguro é contratado. Entre os principais motivos para esse aumento estão a ampliação das coberturas e serviços oferecidos pelas seguradoras. O seguro residencial deixou de abranger apenas proteção contra incêndios e roubos, incluindo agora assistência 24 horas com serviços como eletricista, encanador e chaveiro.

Gabriela Nóbrega, analista de desenvolvimento de negócios da Central Sicredi Nordeste, destaca: “O seguro residencial passou a ser encarado não só como proteção contra grandes prejuízos, mas também como um plano para manutenção cotidiana do imóvel.” De acordo com dados do Sicredi, a contratação do seguro residencial em Pernambuco cresceu 36% entre 2024 e 2025.

Além disso, o custo relativamente baixo comparado a outros tipos de seguro contribui para sua popularização. Enquanto o seguro de automóvel costuma custar de 3% a 6% do valor do veículo, o residencial mantém-se em uma faixa média de 0,1% a 0,3% do valor do imóvel, dependendo das características do bem e do nível de cobertura selecionado. Essa relação custo-benefício tem facilitado sua contratação, principalmente em momentos de restrição orçamentária.

Outro fator que influencia o crescimento é a maior atenção às ameaças provocadas por eventos climáticos severos. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) apontou um aumento nas indenizações por danos causados por vendavais e descargas elétricas nos últimos anos. Esse contexto reforça a busca por proteção do patrimônio em diversas regiões, incluindo o Nordeste.

Gabriela Nóbrega explica: “As condições climáticas extremas deixaram de ser casos isolados e se tornaram uma consideração essencial no planejamento familiar, levando o consumidor a buscar proteção para eventuais imprevistos.”

O avanço tecnológico também tem facilitado o acesso ao seguro residencial. Plataformas digitais e aplicativos simplificaram o processo de contratação, eliminando burocracias e permitindo que proprietários urbanos e rurais acessem rapidamente o serviço. “A tecnologia removeu barreiras, tornando o produto mais acessível e ampliando o público que agora consegue contratar essa proteção”, acrescenta a especialista.

Perspectivas indicam que o crescimento do seguro residencial continuará, acompanhando as mudanças no perfil do produto e a crescente demanda por proteção patrimonial. Novos serviços têm sido incorporados e a base de clientes se amplia. Gabriela Nóbrega reforça: “O setor evolui para atender uma clientela mais diversa, incluindo famílias que valorizam cada vez mais a proteção do patrimônio acumulado. A tendência é a expansão com soluções mais completas e acessíveis.”

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