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WhatsApp e Telegram bloqueados na Rússia

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A Rússia confirmou nesta quinta-feira (12) o bloqueio do aplicativo WhatsApp, logo após restringir o Telegram por não cumprir a legislação local.

Nos últimos anos, o governo russo tem aumentado as medidas para limitar a liberdade na internet, especialmente contra apps estrangeiros, como parte de uma repressão às redes sociais não russas.

Acusações contra os aplicativos

O WhatsApp, com mais de 100 milhões de usuários na Rússia, afirmou na quarta-feira à noite que as autoridades tentam bloquear completamente o serviço.

Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa, confirmou o bloqueio devido à falta de conformidade com a lei russa.

A agência reguladora Roskomnadzor anunciou no começo da semana restrições crescentes contra o Telegram.

Ambos os apps são acusados de serem usados para golpes e fins criminosos, incluindo terrorismo. Em agosto de 2025, as chamadas de voz foram bloqueadas em ambos os aplicativos.

Usar VPN para evitar bloqueios

Especialistas russos criticaram as restrições ao Telegram, preocupados com o enfraquecimento da influência pró-Kremlin global.

O Telegram é um canal importante para grupos pró-Kremlin, autoridades e militares, e também muito utilizado pela população ucraniana durante o conflito com a Rússia.

Mesmo que o bloqueio seja total, usuários podem tentar acessar os apps por meio de VPN, apesar de leis proibirem a promoção dessas ferramentas.

Com VPN, russos, inclusive figuras pró-Kremlin, continuam acessando redes sociais proibidas como Facebook, Instagram e YouTube, aplicativos bloqueados entre 2022 e 2024.

Nikita Nagornyy, campeão olímpico e ex-líder de um movimento juvenil criado pelo Ministério da Defesa russo, segue ativo no Instagram, onde tem 915 mil seguidores.

App russo MAX sem criptografia

WhatsApp e Telegram acusam o governo russo de forçar os cidadãos a usar o MAX, um aplicativo local que pode ser usado para vigilância.

Peskov chamou o MAX de alternativa nacional emergente.

O governo quer reduzir a dependência de plataformas estrangeiras que armazenam dados fora do país.

Criado pela gigante russa VK em 2025, o MAX é um superaplicativo com serviços como pedidos de comida, semelhante ao WeChat na China.

O app tem 75 milhões de usuários, mas muitos russos afirmam que suas empresas os obrigam a instalá-lo.

Diferente do WhatsApp e Telegram, o MAX não usa criptografia de ponta a ponta, o que dificulta a proteção das mensagens contra interceptação.

Desde setembro de 2025, o governo exige que o MAX venha instalado em todos os novos celulares e tablets vendidos no país.

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