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Economia

Governo estima déficit de R$ 1,074 bi para estatais em 2026

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O governo federal projeta que as empresas estatais federais encerrarão o ano de 2026 com um déficit primário de R$ 1,074 bilhão. Essa previsão está alinhada com a meta estabelecida para o setor, que é de um déficit máximo de R$ 6,752 bilhões. A projeção foi divulgada na quinta-feira (12) por meio do primeiro decreto de programação orçamentária e financeira do ano.

O cumprimento dessa meta é viabilizado pela exclusão, do limite fiscal, de despesas de até R$ 10 bilhões para estatais que possuem plano de reequilíbrio econômico-financeiro. Essa medida foi incorporada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a pedido do governo, em resposta à crise econômica enfrentada pelos Correios.

No ano anterior, a empresa recebeu um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União fornecida por um consórcio bancário. Até o final de 2025, apenas R$ 10 bilhões desse montante foram quitados. Conforme as estimativas presentes no decreto, os Correios devem finalizar 2026 com um déficit primário de R$ 8,261 bilhões. Em 2025, até setembro, a empresa já contabilizava um prejuízo superior a R$ 6 bilhões.

Sem considerar a exclusão dos R$ 10 bilhões referentes às despesas do plano de recuperação dos Correios, o déficit primário das estatais federais chegaria a R$ 11,074 bilhões, segundo as projeções oficiais. Mantidas as demais condições, isso exigiria que o governo federal compensasse o rombo via Orçamento fiscal, diminuindo o espaço para outras despesas públicas.

Além das despesas dos Correios para sua reestruturação, estão também fora da meta federal os gastos referentes ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que devem totalizar R$ 4,234 bilhões em 2026.

O governo prevê que o resultado primário das estatais seja positivo em R$ 5,973 bilhões entre janeiro e abril, considerando todas as despesas excluídas no cálculo da meta. Para o período de janeiro a agosto, a expectativa é de um saldo positivo de R$ 8,139 bilhões.

Empresas com maiores déficits

De acordo com o decreto, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) deverá registrar o maior déficit primário em 2026, na casa de R$ 17,797 bilhões. Em seguida, destacam-se a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras), com déficit estimado em R$ 8,591 bilhões, e os Correios.

Outras empresas com resultados negativos previstos incluem a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), com déficit de R$ 4,360 bilhões; Serpro, com prejuízo estimado em R$ 3,564 bilhões; a Autoridade Portuária de Santos, deficitária em R$ 2,421 bilhões; e a Companhia de Docas do Pará, com expectativa de perda de R$ 2,106 bilhões.

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