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Mendonça analisa inquérito do caso Master no STF e próximos passos
A troca de relatoria no caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) marca um avanço na investigação que envolve o banco ligado a Daniel Vorcaro. O ministro André Mendonça, sorteado para assumir após a saída de Dias Toffoli, deverá revisar o material já coletado e definir os rumos imediatos da investigação nas próximas semanas.
A redistribuição ocorreu após uma reunião presidida por Edson Fachin, presidente da Corte, para apresentar o relatório da Polícia Federal (PF), contendo dados do celular de Vorcaro. Apesar do documento mencionar Toffoli, os ministros concluíram que não há base para questionar a imparcialidade dele e validaram os atos realizados pelo ex-relator.
O primeiro passo de Mendonça será avaliar o que foi produzido até o momento, já que a investigação chegou ao STF em novembro de 2025. Segundo fontes, um relatório parcial da PF já foi enviado ao tribunal, e várias linhas de investigação continuam abertas, incluindo a análise de dados de celulares apreendidos.
Um dos desafios centrais para Mendonça será decidir sobre o foro da investigação. Ele precisará avaliar se a apuração deve permanecer no STF ou ser encaminhada, total ou parcialmente, para a primeira instância.
Fontes indicam que a tendência é manter o processo no Supremo até que fique claro o alcance das investigações e o eventual envolvimento de autoridades com foro privilegiado. Essa decisão dependerá da análise do material recolhido pela PF.
A mudança na relatoria foi formalizada numa reunião realizada na quinta-feira, presidida por Edson Fachin. O encontro começou por volta das 16h30, foi suspenso às 19h e retomado às 20h. Conforme nota assinada pelos onze ministros, a presidência do STF tomará as providências para encerrar ações suspensas e enviar os autos ao novo relator.
O documento ressalta que os ministros entenderam não ser justificável questionar a imparcialidade do ex-relator diante dos achados que o mencionam no relatório da PF, reconhecendo a validade dos atos praticados por ele. Os magistrados também manifestaram apoio pessoal a Toffoli.
Após o envio do relatório da PF, foi aberto um pedido de suspeição contra Toffoli. Em resposta, o ministro refutou a suspeição e reforçou uma nota divulgada anteriormente. Ele afirmou ter recebido um pedido de suspeição elaborado pela PF para afastá-lo do caso do Banco Master, mas classificou o relatório entregue a Fachin como baseado em suposições infundadas.

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