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Economia

Recife destaca-se pelo alto valor do metro quadrado

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Conforme o último relatório do Índice FipeZAP de Locação Residencial, Recife ficou com o terceiro metro quadrado mais caro entre as capitais do Brasil, com preço médio de R$ 60,89/m², indicando um aumento de 9,82%.

A capital pernambucana ficou atrás apenas de Belém e São Paulo no ranking nacional. Especialistas mencionam que esse desempenho deve-se à localização estratégica, densidade urbana, recuperação econômica e crescente demanda por imóveis em áreas consolidadas da cidade.

Além do aumento do valor do metro quadrado, Recife também se destacou no retorno financeiro para proprietários e investidores. De acordo com dados do Rental Yield, que avalia a rentabilidade anual dos imóveis alugados, a cidade apresenta um retorno médio de 8,37% ao ano, o segundo melhor rendimento entre as capitais brasileiras.

Valorização urbana

Bairros como Madalena e Imbiribeira têm sobressaído no atual ciclo de crescimento imobiliário de Recife, oferecendo infraestrutura consolidada, boa mobilidade e acesso facilitado a serviços essenciais.

De acordo com Roberto Rios, diretor comercial da Construtora Carrilho, com projetos nestes bairros, as ações são estratégicas e apresentam empreendimentos alinhados às novas necessidades do mercado imobiliário.

“Os projetos incluem tendências como plantas funcionais, áreas comuns otimizadas e foco na qualidade construtiva, atendendo diferentes estilos de moradia e investimento, conforme o perfil de cada região e público-alvo. É importante destacar que os valores médios de aluguel e rentabilidade englobam apartamentos de um a quatro dormitórios. Quando consideramos apenas uma unidade de dormitório ou studios, a rentabilidade e o preço por metro quadrado aumentam consideravelmente”, explica.

Queda na inadimplência

Outro indicativo positivo do setor é a diminuição da inadimplência nos contratos de aluguel em todo o país. Segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) divulgado pela Superlógica, o atraso no pagamento de aluguéis em dezembro de 2025 alcançou o menor índice em sete meses, fixando-se em 3,44%, uma redução em relação aos 3,69% de novembro, baseando-se na análise de mais de 600 mil contratos de locação residencial no Brasil.

Esse resultado revela uma melhora gradual na capacidade financeira das famílias, proporcionando maior segurança a proprietários e investidores.

Especialistas do setor atribuem essa evolução a uma combinação de fatores, como melhor organização financeira familiar, o uso de tecnologia pelas imobiliárias para controle e monitoramento dos pagamentos e estabilidade no mercado de trabalho em várias regiões.

“O segmento de locação de alta renda mantém um crescimento constante, principalmente em investimentos reais como imóveis. Esses resultados reforçam que esta é uma opção de investimento sólida, especialmente num cenário em que a taxa Selic deve apresentar tendência de queda”, destaca a economista e professora do Centro Universitário UniFBV Wyden, Amanda Aires.

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