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Economia

CDL Recife defende posição contrária à mudança da escala 6×1

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Fred Leal, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife), expressou apoio à Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) na rejeição à proposta que prevê a alteração da atual escala de trabalho 6×1 para um modelo de quatro dias trabalhados e três dias de descanso, com limite de 36 horas semanais.

Atualmente, a legislação vigente permite jornadas de até oito horas diárias e 44 horas semanais. O projeto ainda está sendo analisado no Congresso Nacional e, se aprovado, entrará em vigor 360 dias após sua publicação.

Fred Leal ressaltou que essa mudança pode trazer complicações ao comércio local, especialmente em um momento em que as empresas já enfrentam altos custos, carga tributária elevada e um ambiente econômico instável.

Em comunicado oficial, a CNDL expressou seu forte posicionamento contra a chamada “Fim da Escala 6×1”, prevista na Proposta de Emenda à Constituição 8/2025, que está ligada à PEC 221/2019, atualmente em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. A proposta altera o artigo 7º, inciso XIII da Constituição Federal, propondo a redução da jornada de trabalho para o sistema 4×3.

A entidade que representa dezenas de milhares de empresários, lojistas e comerciantes em todo o Brasil esclarece que não se opõe a mudanças em si, mas apresenta um alerta técnico fundamentado nos impactos que a proposta poderia causar ao setor produtivo.

Segundo a CNDL, embora as intenções sejam melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, os efeitos práticos podem ser contrários, incluindo aumento do desemprego, crescimento da informalidade, fechamento de estabelecimentos comerciais e empobrecimento da população. Além disso, há o risco de que o tempo livre extra seja utilizado para buscar renda adicional, e não para o descanso.

Discussão

O manifesto também destaca que a produtividade no Brasil é cerca de 25% da produtividade dos trabalhadores dos Estados Unidos. Uma hora de trabalho no Brasil gera entre US$ 17 e US$ 20, enquanto em países membros da OCDE, essa faixa varia de US$ 65 a US$ 85.

A CNDL explica que essa diferença não decorre da dedicação do trabalhador brasileiro, mas sim de fatores estruturais como carência de capital, tecnologias, infraestrutura adequada e mão de obra qualificada.

A Confederação argumenta que reduzir a jornada de trabalho sem antes resolver esses problemas é inverter prioridades. Experiências internacionais indicam que a diminuição da carga horária ocorre como consequência do aumento da produtividade, e não como um ponto de partida.

Por fim, a entidade pede aos parlamentares que rejeitem a PEC 221/2019 e seus apensados, defendendo que o tema seja discutido com base técnica e longe de interesses eleitorais. A nota foi emitida em 10 de fevereiro de 2026, em Brasília.

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