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Senadores do PP rejeitam apoio a Toffoli e dizem que nota não reflete partido
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) divulgou uma declaração conjunta com outros senadores do Progressistas na noite desta sexta-feira, para negar o respaldo do partido ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Horas antes, os presidentes do PP, Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antonio Rueda, haviam emitido um comunicado para rebater críticas dirigidas ao magistrado sobre sua atuação no caso do Banco Master.
“A bancada do Progressistas no Senado Federal informa que a posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente discutida nem contou com aprovação desta bancada”, declarou a senadora.
De acordo com Tereza Cristina, o comunicado feito por Ciro Nogueira não deve ser interpretado como representativo do partido. Além dela, a nota foi assinada pelos senadores Dr. Hiran (RR), Esperidião Amin (SC), Luis Carlos Heinze (RS) e Margareth Buzetti (MT).
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), apoiou o posicionamento dos senadores, elogiando a “grande dama” da Casa, em referência a Tereza Cristina, e destacou que os colegas do partido permanecem unidos com a oposição para defender o que consideram correto.
“É o momento dos grandes nomes da República. Vocês sempre estão conosco e juntos na Oposição, defendendo o que é certo. O errado será sempre errado e não podemos compactuar”, declarou.
Contexto
A manifestação do PP e do União Brasil ocorreu logo após Toffoli se afastar da relatoria do processo envolvendo o Banco Master na quinta-feira, em meio a um pedido de suspeição da Polícia Federal, que encontrou menções ao ministro no celular do controlador da instituição financeira, Daniel Vorcaro.
A decisão sobre a saída do magistrado foi tomada em reunião convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, que apresentou o relatório da Polícia Federal aos demais ministros. O novo relator sorteado foi o ministro André Mendonça.
Na nota dos partidos, a Federação União Progressista manifestou preocupação em relação às narrativas que tentam virar a opinião pública contra o ministro. Destacou-se a importância de analisar fatos com imparcialidade e não apenas aceitar versões repetidas sem provas sólidas, que podem ser difamatórias.
Ciro Nogueira e Antonio Rueda ressaltaram ainda que a justiça se fortalece com equilíbrio e respeito às instituições, e que atacar o ministro é enfraquecer pilares do sistema democrático.
O PP foi ativo na tentativa de aprovar um projeto de lei em resposta à situação do Banco Master. Em setembro do ano anterior, a Câmara pautou um requerimento para agilizar votação de um projeto que daria ao Congresso o poder para destituir diretores do Banco Central, de autoria do deputado Claudio Cajado (PP-BA).
Na mesma linha, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), disse que não se deve permitir que corporações e parte da mídia promovam linchamento moral de autoridades com base em pré-julgamentos e vazamentos seletivos.
O Banco Master foi liquidado após investigações da Polícia Federal, que em novembro do ano passado deflagrou a operação Compliance Zero. O controlador Daniel Vorcaro foi preso e depois liberado, investigado por suspeitas de fraudes ligadas à emissão e venda irregular de títulos de crédito.

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