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Novos ataques deixam dezenas de mortos na Nigéria
Um grupo de homens armados assassinou mais de 45 pessoas em três ataques recentes em pequenas cidades de um estado nigeriano, segundo uma fonte humanitária ouvida pela AFP neste sábado, 14.
A Nigéria enfrenta sérios problemas de segurança, que incluem desde gangues que realizam sequestros até grupos jihadistas que atacam comunidades locais. Os Estados Unidos acusam o país de não conseguir controlar essa onda de violência.
A fonte, que falou sob condição de anonimato, informou que cerca de 38 pessoas foram mortas em Konkoso, no estado do Níger. Quase todas as casas foram incendiadas e as autoridades continuam encontrando corpos. Em Tungan Makeri, outras sete pessoas perderam a vida, e mais um indivíduo foi assassinado em Pissa.
Todos os vilarejos afetados estão localizados no distrito de Borgu, próximo ao estado de Kwara, onde mais de 160 pessoas foram massacradas por supostos jihadistas no começo de fevereiro.
A polícia local confirmou seis mortes e diversos sequestros em um ataque ocorrido ao amanhecer em Tungan Makeri.
A insegurança no país mais populoso da África tem sido alvo de intensos debates nos últimos meses. O presidente americano, Donald Trump, acusou grupos armados nigerianos de perseguirem cristãos, descrevendo-os como vítimas de “genocídio”.
O governo da Nigéria e vários especialistas independentes refutam essa declaração, alegando que a crise atinge tanto cristãos quanto muçulmanos.
Nesta semana, os Estados Unidos anunciaram o envio de 200 militares para a Nigéria com o objetivo de treinar suas forças armadas no combate ao terrorismo jihadista.

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