Centro-Oeste
Serviço de ambulância do DF tem 289 veículos e diminui trotes em 70%
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) possui atualmente 289 ambulâncias distribuídas em suas sete regiões de saúde, no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e em unidades de referência. O Samu-DF conta com 38 ambulâncias, sendo 31 básicas e sete avançadas, além de um serviço aeromédico em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
Nos últimos anos, o número de atendimentos aumentou bastante: foram 88.957 ocorrências em 2023, 80.320 em 2024 e 80.626 em 2025. Ao mesmo tempo, houve uma grande queda nos trotes, passando de 16.075 em 2023 para 12.713 em 2024 e 4.543 em 2025, o que equivale a uma redução de 70% no total.
Segundo a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais, as ações educativas foram essenciais para esses resultados. Um dos projetos destacados é o Samuzinho, que promove treinamento em primeiros socorros nas escolas públicas e privadas. “A educação é muito importante”, afirma Lorhana. “Na hora da emergência, quem estiver mais próximo pode ajudar muito — e pode ser justamente alguém que recebeu nosso treinamento. Quanto mais pessoas preparadas, mais vidas podem ser salvas.”
As equipes do Samu receberam treinamentos específicos para lidar com situações de saúde mental e para atender pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). Lorhana Morais destaca que o serviço é pioneiro nessa área, tanto na central de regulação quanto nas ambulâncias, com programas educativos e preventivos além do atendimento de urgência.
Para o transporte de pacientes em estado grave entre unidades de saúde, a Central de Regulação de Transporte Sanitário coordena o contrato com a empresa Só Saúde, que opera quatro ambulâncias com suporte avançado de vida, contando com médico e enfermeiro a bordo. Em 2023 e 2024, a frota foi ampliada com a chegada de 74 novas ambulâncias, e a secretaria planeja continuar comprando mais veículos.
Além das ambulâncias, a SES-DF adicionou 50 veículos especiais, como caminhões, furgões e vans, que são usados para distribuir remédios, realizar campanhas de vacinação e atender no Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento nessas aquisições ultrapassa os R$ 28 milhões, com o objetivo de melhorar a estrutura logística da rede pública.

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