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Líder iraniano desafia poder militar dos EUA e rejeita ameaças

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Ali Khamenei, líder supremo do Irã, respondeu recentemente às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que os EUA não conseguirão destruir a República Islâmica do Irã. O presidente americano voltou a mencionar a possibilidade de mudança de regime em Teerã e reforçou a presença militar americana no Oriente Médio com o envio de um segundo grupo de porta-aviões.

Sem citar diretamente os EUA, Khamenei criticou a retórica militar do país. Segundo ele, o exército americano pode ser forte, mas pode sofrer golpes que o deixem incapacitado. Ele ainda afirmou que armas mais perigosas do que porta-aviões poderiam afundá-los.

Essas declarações surgem logo após Trump declarar que uma troca no poder iraniano seria a melhor situação possível, enquanto impõe exigências para que Teerã limite seu programa nuclear, seus mísseis balísticos e seu apoio a grupos aliados na região.

Khamenei também rejeitou as condições prévias colocadas pelos EUA para negociações, afirmando que definir o resultado antes de iniciar o diálogo é um erro.

O Irã afirma que seu programa nuclear é pacífico e acusa os EUA de tentar controlar o país. As tensões acontecem pouco antes de uma nova rodada de negociações entre os dois países.

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, se reuniu em Genebra com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi. Araghchi afirmou ter propostas concretas para alcançar um acordo justo, mas ressaltou que o Irã não aceitará ser submisso a ameaças.

Em entrevista à BBC, o vice-chanceler Majid Takht-Ravanchi disse que o Irã está aberto a negociar o programa nuclear desde que haja alívio nas sanções impostas pelos EUA.

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