Centro-Oeste
Bloco Rebu critica ação policial após deputado Félix ser atingido por spray
A organização do Bloco Rebu expressou forte crítica à forma como a polícia agiu durante um evento cultural na Galeria dos Estados, no Plano Piloto, na segunda-feira (16). Essa reação ocorre depois que o deputado distrital Fábio Félix foi atingido no rosto por spray de pimenta ao tentar entender por que uma das organizadoras foi detida.
O bloco informou que a festa estava pacífica e ocorrendo normalmente quando dois funcionários que ajudavam na estrutura foram parados e presos, e que a polícia agiu com muita força além do necessário. A organizadora tentou saber os motivos da ação, mas, mesmo falando apenas verbalmente, recebeu ordem de prisão por desobediência.
Fábio Félix tentou conversar com os policiais no exercício do seu mandato parlamentar e do direito de fiscalizar, mas acabou sendo atingido pelo spray, um uso excessivo da força que o bloco rejeita veementemente. Eles pedem que todos os abusos sejam investigados e punidos.
O que ocorreu
Fábio Félix foi atingido por spray de pimenta ao questionar a polícia sobre a prisão de uma organizadora do evento. Ele se identificou como deputado distrital e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, chegando a informar que daria voz de prisão ao policial envolvido.
Nota oficial do Bloco Rebu
“O Bloco Rebu repudia com veemência a força policial usada durante o evento cultural, que estava ocorrendo de forma pacífica e dentro da lei. Dois trabalhadores que ajudavam na preparação foram detidos de maneira brusca e desnecessária.
A organizadora tentou entender o motivo da abordagem para garantir que tudo fosse feito dentro da lei e sem causar danos, mas foi surpreendida com uma ordem de prisão injusta, mesmo falando apenas verbalmente e sem resistir.
O deputado distrital Fábio Félix, que estava presente, tentou intervir usando seu mandato, mas recebeu um jato de spray de pimenta no rosto, um ato claramente desproporcional e injustificado.
Não é aceitável que expressar discordância diante de uma possível ação policial excessiva vire motivo para prisão ou uso de força contra artistas e representantes eleitos.
A atuação do Estado deve seguir os princípios de legalidade, proporcionalidade e respeito aos direitos fundamentais. A prisão de organizadoras de um evento cultural legal e o uso de força contra um parlamentar no exercício de seu dever são fatos graves que precisam ser investigados cuidadosamente.
O bloco reafirma seu compromisso com a cultura, a paz e o fortalecimento da democracia. Esta crítica não é contra a polícia como instituição, mas contra ações individuais que, se comprovadas, vão contra a Constituição.
Exigimos investigação imediata e punição dos abusos para garantir que espaços culturais continuem sendo locais de celebração, trabalho digno e respeito à cidadania.”

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