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Lula visita Índia e Coreia do Sul em busca de acordos importantes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja nesta terça-feira, 17, para a Ásia, com paradas na Índia e na Coreia do Sul. Além de tratar de questões políticas, a missão tem foco em abrir novos mercados e firmar parcerias estratégicas, especialmente nos setores de minerais críticos e aviação.
Durante a agenda, também serão discutidas colaborações nas áreas digitais e governança da inteligência artificial (IA).
Lula retornará ao Brasil no dia 24.
A etapa mais intensa da viagem será em Nova Délhi, onde o presidente discursará entre cerca de 20 líderes mundiais em uma cúpula sobre IA promovida pelo premiê Narendra Modi. Além disso, reuniões com outros chefes de Estado estão previstas.
Entre os principais temas está um acordo voltado para exploração de minerais críticos. Um memorando de entendimento, que deverá ser assinado pelos Ministérios de Minas e Energia dos dois países, formaliza o interesse mútuo, estimulando troca de experiências, conhecimento e investimentos futuros, envolvendo setores públicos e privados.
O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras e busca parcerias globais para pesquisa, extração, processamento e refino no território nacional, sem exclusividade comercial.
Os Estados Unidos também tentam aproximar-se do Brasil para garantir acesso a minerais críticos, numa estratégia diplomática impulsionada por Donald Trump para diminuir a dependência da China nesse setor.
A Índia, por sua vez, necessita de fornecedores. Em 2023, o país listou 30 minerais críticos essenciais, fundamentais para setores como defesa, agricultura, energia, farmacêutico e telecomunicações. Em 2025, lançou um plano nacional com US$ 2 bilhões em investimentos públicos para assegurar fontes domésticas e internacionais desses minerais críticos.
O programa inclui criação de centros de excelência em mineração e o registro de mil patentes até 2030. Os minerais foco são lítio, cobalto, níquel e terras raras, e espera-se que empresas públicas e privadas invistam outros US$ 2 bilhões.
Além disso, podem ser assinados até oito acordos em diversos setores, embora quase 20 tenham sido tratados nos bastidores.
Índia e Brasil também vão oficializar a ampliação da validade de vistos de negócios e turismo de 5 para 10 anos, e reforçar o interesse em ampliar o acordo de comércio preferencial entre o Mercosul e a Índia.
Defesa
No setor privado, a indústria aeronáutica brasileira está bastante interessada. A Força Aérea da Índia pretende abrir concorrência para compra de até 80 aeronaves médias de transporte para renovação da frota. Um dos modelos considerados é o KC-390.
Não há data definida para o lançamento oficial do processo, mas é vista como uma das maiores oportunidades globais na aviação de defesa. A Embraer está associada à empresa local Mahindra para a disputa, que também conta com a Airbus e a Kawasaki como concorrentes potenciais.
Lula destacou a disposição da Embraer de estabelecer uma linha de produção na Índia, conforme desejo de Modi, para atender à demanda local.
Coreia do Sul
Em Seul, Lula se reunirá com o presidente Lee Jae-myung, com quem tem conexões políticas e pessoais, incluindo um passado sindical compartilhado. Os governos planejam lançar um plano de ação para 2026-2029 e firmar uma parceria estratégica.
Embora se espere avanços nas negociações, não há expectativa imediata de decisão sobre a abertura do mercado sul-coreano para a carne brasileira, semelhante ao que ocorreu com o Japão no ano passado, quando houve avanço nas inspeções mas sem liberação das importações.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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