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PF investiga vazamento de dados de ministros do STF e usa tornozeleira eletrônica
A Polícia Federal realizou uma operação na manhã desta terça-feira para investigar um possível vazamento de informações fiscais e bancárias de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares. A ação incluiu medidas restritivas como o uso obrigatório de tornozeleiras eletrônicas e a apreensão de passaportes dos suspeitos.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em três diferentes estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, atendendo ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e com autorização do STF.
Medidas cautelares adotadas:
- Uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento;
- Suspensão das funções públicas exercidas pelos investigados;
- Retirada dos passaportes;
- Proibição de deixar o país.
A investigação está sob a supervisão do ministro Alexandre de Moraes, que em janeiro deste ano autorizou a abertura do processo para averiguar o vazamento de dados sigilosos relacionados aos ministros e seus parentes na Receita Federal e no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O inquérito foi instaurado após o surgimento de reportagens que envolveram o Banco Master e um contrato com o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci. Segundo informações publicadas em dezembro, o valor do contrato teria atingido R$ 131,3 milhões ao longo de três anos.
Além disso, o jornalista Lauro Jardim informou que documentos referentes ao contrato foram apreendidos na operação da Polícia Federal.
Em dezembro também foi revelado que Alexandre de Moraes manteve pelo menos quatro contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir questões relacionadas ao Banco Master. Três dessas conversas ocorreram por telefone, e em pelo menos um encontro presencial os assuntos foram detalhados.

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