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UE não participará da cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos por causa da Rússia
O comissário da União Europeia (UE) para a Juventude e o Esporte, Glenn Micallef, comunicou nesta quarta-feira (18) que não estará presente na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina, marcada para 6 de março. Essa decisão foi tomada após a autorização para que atletas da Rússia e de Belarus competissem representando suas bandeiras nacionais.
Glenn Micallef afirmou nas redes sociais: “Enquanto persistir a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, não posso apoiar o retorno dos símbolos nacionais, como bandeiras, hinos e uniformes, diretamente ligados a esse conflito”. Ele também considerou “inadmissível” que os atletas desses países tenham recebido convites sem terem passado por qualificatórias.
Na terça-feira, Craig Spence, representante do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), informou à AFP que os atletas russos e bielorrussos competirão na Itália com seus símbolos nacionais, diferente dos Jogos Olímpicos atuais, em que participam sob bandeira neutra e após cumprirem diversas condições.
O CPI concedeu seis convites à Rússia e quatro a Belarus. Essa medida foi considerada “decepcionante e ultrajante” pelo ministro dos Esportes da Ucrânia, Matvii Bidny, em rede social.
Matvii Bidny acrescentou: “Para a Rússia, o esporte paralímpico é um suporte para as pessoas que Putin enviou à Ucrânia para matar e que retornaram feridas, com deficiências. Oferecer essa plataforma é dar voz à propaganda de guerra”.
O presidente do Comitê Paralímpico Ucraniano, Valery Sushkevich, disse à AFP estar “indignado” com a situação, mas optou por não boicotar, acreditando que isso poderia ser interpretado por Vladimir Putin como uma vitória russa sobre os paralímpicos ucranianos.
A cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina ocorrerá em 6 de março, com encerramento previsto para 15 do mesmo mês.
A autorização concedida pelo CPI para a participação da Rússia e Belarus nos jogos paralímpicos marca um avanço importante na reintegração desses países ao esporte internacional. Ambos estavam suspensos do cenário esportivo mundial desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, na qual Belarus deu apoio.

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