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Economia

FGC atinge rombo superior a R$ 50 bilhões após liquidação do Pleno

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A liquidação extrajudicial do Banco Pleno vai aumentar o déficit do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para mais de R$ 50 bilhões. Isso ocorre em meio aos processos de pagamento aos credores do Master e do Will Bank. Segundo comunicado do Banco Central (BC), o FGC estima que o Pleno possuía cerca de 160 mil credores elegíveis, somando um valor de R$ 4,9 bilhões em garantias.

Essa quantia se adiciona aos R$ 40,6 bilhões dos investidores do Master e aos R$ 6,3 bilhões dos clientes do Will Bank, totalizando R$ 51,8 bilhões.

Essa cifra não inclui as linhas emergenciais acionadas pelo FGC durante o ano passado, quando a crise de liquidez do grupo Master se tornou evidente.

De acordo com os dados recentes, o FGC possui um patrimônio de aproximadamente R$ 160 bilhões, dos quais cerca de R$ 125 bilhões estão disponíveis para uso imediato.

Na última semana, foi noticiado internamente que o Conselho do Fundo aprovou um plano de recuperação que prevê um adiantamento inicial do equivalente a cinco anos de contribuição pelos bancos. Em 2027, haverá outra antecipação correspondente a 12 meses de repasses, e em 2028, mais 12 meses, totalizando sete anos de contribuições adiantadas.

Além disso, o plano prevê um aumento extraordinário entre 30% e 60% no valor pago mensalmente pelas instituições ao FGC, segundo uma fonte próxima às negociações. Os bancos também desejam a possibilidade de realocar recursos de depósitos compulsórios para auxiliar na recuperação do Fundo, porém essa medida depende da aprovação do Banco Central, que ainda não se pronunciou.

Até o momento, o FGC já desembolsou R$ 37 bilhões em garantias aos credores do Master, o que corresponde a mais de 90% do total.

Além disso, o Fundo decidiu antecipar o pagamento aos investidores do Will Bank que possuem até R$ 1 mil a receber, com um custo estimado em R$ 200 milhões.

Os demais investidores precisarão aguardar até que o liquidante conclua a consolidação do total de credores. O Will Bank fazia parte do grupo Master, mas sua liquidação foi decretada apenas em janeiro.

O Banco Pleno foi vendido em 2025 para um ex-sócio do Master, portanto, não faz mais parte do conglomerado.

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