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Presidente da Unafisco depõe na PF por declarações à imprensa

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A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) informou que seu presidente, Kléber Cabral, realizou depoimento remoto à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (20), na condição de investigado no inquérito das Fake News, devido a declarações feitas à imprensa. A entidade não divulgou detalhes do depoimento para preservar o sigilo do processo.

O inquérito, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga acessos irregulares a dados fiscais sigilosos de ministros da corte e seus familiares. Até agora, quatro servidores foram identificados pelo Fisco como autores desses acessos e foram alvos de uma operação da PF na última terça-feira.

Na quarta-feira, Kléber Cabral concedeu entrevistas para esclarecer a situação de um dos auditores investigados, Ricardo Mansano de Moraes. Na ocasião, ele criticou a forma como o ministro relator do STF está conduzindo o processo.

Antes de depor, o presidente da Unafisco afirmou ao GLOBO que as medidas cautelares determinadas por Alexandre de Moraes, após pedido da Procuradoria-Geral da República, foram “desproporcionais” e tiveram caráter “intimidatório”. Essas medidas incluíram buscas e apreensões, afastamento dos cargos, uso de tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e restrições de circulação durante o período noturno.

Ele avaliou que existe um método para gerar um falso sentimento de que o STF foi alvo de ataque e que o objetivo real seria intimidar os envolvidos, já que as medidas adotadas foram excessivas.

Kléber Cabral explicou que o caso do auditor Ricardo Mansano de Moraes pode ser entendido como um “falso positivo”, pois o servidor acessou as informações da enteada do ministro do STF Gilmar Mendes, achando que ela era esposa de um ex-colega. O auditor não avançou além da tela inicial e não compartilhou qualquer informação.

Os sistemas da Receita capturam todos os detalhes das ações feitas pelo usuário, como visualização, impressões e tempo em cada tela, e esses dados são guardados para análises futuras. Contudo, segundo Kléber Cabral, não houve vazamento de dados de Maria Carolina Feitosa, o que afasta qualquer ligação com irregularidades mais graves.

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