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PSD confirma candidatura própria e defende fim da reeleição
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, reafirmou em suas redes sociais que o partido vai lançar um nome para concorrer à Presidência da República nas eleições deste ano. Essa declaração surge em meio a rumores sobre um possível apoio à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O PSD ocupa três ministérios no governo federal: Pesca, Minas e Energia e Agricultura. Kassab declarou: “Estou confiante na apresentação de três ótimos pré-candidatos à Presidência: os governadores Ronaldo Caiado (GO), Eduardo Leite (RS) e Ratinho Júnior (PR). O Brasil terá boas opções a partir de 2027.”
Em entrevista recente, o presidente do partido descartou totalmente a possibilidade de o PSD participar como vice na chapa de Lula, afirmando que essa hipótese é inexistente.
Além disso, Kassab já comunicou formalmente ao presidente que o partido não vai apoiar sua reeleição, informação anunciada em um encontro com membros do PT como a ministra Gleisi Hoffmann e o senador Jaques Wagner.
Apesar dessa posição, algumas divisões internas surgem, pois diretórios estaduais, especialmente no Nordeste, sinalizam apoio à candidatura de Lula, contrariando a estratégia nacional do partido.
A postura oficial é clara: “Não vamos marchar com Lula. Nossa proposta é distinta e respeitamos sua vontade, mas nossa trajetória será independente”, reafirmou Kassab.
O dirigente também destacou pautas que serão prioridades do futuro candidato do PSD: a proposta pelo fim da reeleição para cargos do Executivo, reforma administrativa e a definição de idade mínima para membros dos Tribunais Superiores.
Kassab refletiu sobre sua carreira política, dizendo ter cometido tanto acertos quanto erros, embora não tenha detalhado os equívocos.
Relações políticas e estratégias estaduais
O presidente do PSD faz parte do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mesmo assim, a relação entre os dois é tensa, com Kassab tendo seu poder reduzido no governo estadual. Em entrevista, ele diferenciou lealdade de submissão em relação a Bolsonaro.
Tarcísio negou as críticas e ressaltou a importância da amizade e da lealdade na política.
Kassab busca ser vice na chapa para a reeleição de Tarcísio, mas o governador já declarou que não há essa possibilidade.
No Rio de Janeiro, o cenário diverge: o prefeito Eduardo Paes, pré-candidato ao governo e aliado de Lula, escolheu a advogada Jane Reis como vice, que é ligada a aliados de Bolsonaro, mostrando a complexidade das alianças políticas.
Pré-candidatos e escolha do nome do PSD
No final de janeiro, Ronaldo Caiado ingressou no PSD para lançar sua pré-candidatura à Presidência, ao lado dos governadores Ratinho Júnior e Eduardo Leite, também cotados para a disputa.
Kassab mencionou que até 15 de abril será escolhido o representante do partido, avaliando criteriosamente entre esses três nomes, todos considerados preparados e com boa reputação.
De acordo com pesquisas recentes, Ratinho Júnior aparece como o pré-candidato mais favorável dentro do PSD para a corrida presidencial.

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