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Tartarugas gigantes voltam à ilha Floreana em Galápagos após 100 anos

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Cientistas juntamente com guardas florestais conseguiram reintroduzir aproximadamente 150 tartarugas gigantes na ilha Floreana no arquipélago de Galápagos, de onde haviam desaparecido há mais de cem anos, conforme divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Ministério do Ambiente do Equador.

Esses quelônios foram originados do centro de criação do Parque Nacional Galápagos (PNG). Eles pertencem a uma espécie híbrida que possui uma alta carga genética da Chelonoidis niger, que é nativa da ilha Isabela, explicou a pasta ao informar a agência AFP.

Cada tartaruga passou por um período longo de quarentena e recebeu um microchip para identificação antes de ser transportada para a ilha. Ao chegarem, os guardas florestais carregaram os animais em caixas grandes.

Foram percorridos cerca de sete quilômetros em terrenos vulcânicos e áreas de difícil acesso para levar as tartarugas até seu local de soltura, assegurando que elas se adaptassem corretamente ao ambiente natural, detalhou o Ministério do Meio Ambiente no comunicado oficial.

As ilhas que deram origem à teoria da evolução das espécies do naturalista inglês Charles Darwin possuem flora e fauna que não existem em nenhum outro lugar do planeta.

Com a reinserção das 158 tartarugas gigantes, a ilha Floreana torna-se uma referência internacional por avançar na recuperação completa de um território habitado, concluiu a mesma pasta.

Galápagos é conhecido como um laboratório vivo e uma reserva da biosfera. Nos últimos dez anos, pesquisadores têm trabalhado para restaurar outras 12 espécies endêmicas tidas como extintas localmente na Floreana.

A ilha, que tem 173 quilômetros quadrados, foi a primeira no arquipélago a ser povoada pelos humanos. Localizada a 1.000 km da costa equatoriana, Galápagos recebeu o nome das grandes tartarugas que aí vivem.

Especialistas acreditam que existiam 15 tipos de tartarugas em Galápagos, porém três espécies foram extintas há vários séculos: Chelonoidis abigdoni (da ilha Pinta), Chelonoidis sp (da ilha Santa Fé) e Chelonoidis elephantopus (da ilha Floreana).

A espécie Chelonoidis fhantastica da ilha Fernandina era considerada perdida até que, em 2019, uma expedição localizou uma fêmea da espécie, trazendo esperança sobre a sobrevivência da tartaruga gigante.

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