Economia
Ibovespa recua por cautela com tarifas dos EUA antes de agenda importante
O Ibovespa apresenta queda nesta segunda-feira, 23, após atingir um recorde histórico na última sexta-feira. O movimento ocorre em resposta à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de anular as tarifas globais implementadas pelo presidente Donald Trump. Contudo, a notícia do aumento das tarifas pelo próprio Trump no sábado passado trouxe um clima de prudência aos mercados.
Em Nova York, os índices futuros indicam abertura em baixa, revertendo a alta vista na sexta-feira, refletindo o cenário cauteloso dos investidores. A tensão decorre da expectativa sobre as novas medidas tarifárias do governo dos EUA e de importantes eventos econômicos que serão divulgados durante a semana, como o índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA e a decisão sobre taxas de juros na China.
No Brasil, será divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) referente a fevereiro, juntamente com dados do Caged de janeiro, além da retomada da temporada de balanços corporativos.
De acordo com o economista sênior e sócio da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, o Ibovespa deve apresentar oscilações moderadas hoje, sustentado pelo fluxo estrangeiro que acumula um ingresso líquido de R$ 10 bilhões em fevereiro até o dia 19. O dólar frente ao real atingiu mínima recente em R$ 5,1633, após fechar a R$ 5,17 na sexta-feira. Os juros futuros permanecem estáveis.
Nos mercados internacionais, a declaração do presidente Donald Trump de elevar as tarifas globais de 10% para 15%, após a decisão da Suprema Corte dos EUA, introduz um novo elemento de incerteza nas relações comerciais globais, com efeitos diretos sobre os mercados.
No cenário brasileiro, essa instabilidade se reflete nas ações de companhias como Embraer e Weg, que registraram quedas nesta semana em meio à divulgação dos seus resultados financeiros. A Telefônica Brasil reportou crescimento de 6,5% no lucro do quarto trimestre de 2025, atingindo R$ 1,877 bilhão. A Gerdau também anunciou resultados positivos, com alta de 2,65% nas ações após o fechamento do mercado.
Além disso, a Vale firmou um memorando de entendimentos em Nova Déli com a NMDC Limited e a Adani Ports and Special Economic Zone para estabelecer uma operação de blendagem de minério na Índia. A mineradora também atualizou o cronograma de investimentos para projetos de cobre em Carajás, prevendo aportes totais de US$ 3,5 bilhões entre 2026 e 2030.
Por volta das 11 horas, o Ibovespa registrava uma queda de 0,56%, situando-se em 189.507,66 pontos, com mínima de 189.127,64 pontos e máxima próxima a 190.535,05 pontos.
Entre as ações de maior peso, os bancos recuaram até 1,06% (Itaú Unibanco), enquanto a Petrobras exibiu valorização entre 0,68% e 0,78% em seus papéis PN e ON, respectivamente.
Na última sexta-feira, o índice Bovespa atingiu pela primeira vez a marca dos 190 mil pontos, encerrando com alta de 1,06%, aos 190.534,42 pontos.

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