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PT discute aliado de Alckmin, eleição em SP e possível união com PSOL
A sede do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), localizada na Lapa, em São Paulo, foi cenário nesta segunda-feira (23) de uma reunião importante da Executiva que revelou os bastidores da estratégia do partido para as eleições de 2026.
O encontro contou com a presença de líderes como José Dirceu, presidente Edinho Silva, vice-presidente Jilmar Tatto e o deputado Carlos Zarattini, que debateram possíveis nomes para alianças e candidaturas, incluindo figuras como Simone Tebet e Guilherme Boulos, destacando as divergências internas do partido.
Um momento crucial da reunião foi a fala do ex-ministro José Dirceu, que defendeu com veemência a manutenção da aliança nacional atual. Segundo ele, qualquer mudança na composição presidencial, especialmente a saída de Alckmin, seria um erro estratégico grave: “Tirar o Alckmin da chapa do Lula comprometerá a eleição!”.
No âmbito estadual, o enfraquecimento do PSDB abriu espaço para nomes relevantes no cenário eleitoral. Edinho Silva mencionou avanços nas negociações para o Senado em São Paulo, citando as ministras Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) como possíveis candidatas, ressaltando que a decisão depende de pesquisas de intenção de voto e da posição do ministro Fernando Haddad, que deve anunciar seu destino político até 10 de março.
Jilmar Tatto enfatizou a urgência: “Haddad precisa decidir se será candidato o quanto antes“.
Federação com o PSOL: união desejada ou motivo de preocupação?
A proposta de uma federação com o PSOL gerou opiniões divergentes. Jilmar Tatto enxerga essa parceria como um “sonho” que fortalecerá a bancada, enquanto Carlos Zarattini e José Dirceu demonstraram dúvidas, lembrando recentes críticas do PSOL ao PT em temas regionais e a resistência de algumas alas do PSOL à aliança, o que poderia ser um entrave.
Edinho Silva reafirmou o protagonismo do PT e garantiu que haverá novos encontros com o PSOL ainda na semana para discutir a formação do bloco, minimizando as divergências internas do partido aliado, que enfrenta desafios para superar a cláusula de barreira.
Recuperação da base e valorização das conquistas
Edinho Silva fez uma análise crítica do desempenho do PT em São Paulo, apontando uma retração de sua base social na Região Metropolitana desde 2024. Ele também criticou a falta de divulgação das conquistas do governo federal, citando programas como “Minha casa, minha vida” e financiamentos do BNDES, ressaltando que ignorar essas ações é um erro estratégico.
Além disso, o partido está dialogando sobre a jornada de trabalho 6 por 1, buscando equilibrar produtividade e inovação tecnológica sem prejudicar pequenos comerciantes. Edinho destacou a importância da renovação das lideranças, com foco em questões geracionais, raciais e de gênero.
No panorama regional, a reunião também abordou os cenários eleitorais no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Norte do país. Definiu apoio a Eduardo Paes para governador do Rio, mesmo com uma vice ligada a Bolsonaro, Jane Reis, e a Benedita da Silva para o Senado. No Espírito Santo, o otimismo é maior com os candidatos Helder Salomão e Fabiano Contarato. Para a região Norte, foi destacado o risco de dispersão da estrutura partidária, o que pode comprometer a agenda ambiental do PT.
O encontro finalizou com a promessa de uma decisão definida até o início de março, sob a necessidade de reconectar o PT com as massas urbanas de São Paulo, especialmente diante do governo de Tarcísio de Freitas.

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