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Prazo para motoristas de app regularizarem QR Code termina com 30 mil cadastrados no DF

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A Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF) encerrou nesta segunda-feira (23) o prazo para os motoristas de aplicativo emitirem o dístico com QR Code. Cerca de 30 mil motoristas já estão cadastrados e com o QR Code emitido. Estima-se que aproximadamente 3 mil ainda precisam regularizar.

Segundo o subsecretário de Serviços da Semob, Wallisson Perônico, existem 63 mil cadastros no sistema, mas apenas 33 mil motoristas estão ativos no DF. Dos ativos, 30 mil já possuem o QR Code, e 3 mil ainda precisam regularizar sua situação.

Não há previsão para prorrogação do prazo, conforme decisão tomada na manhã desta segunda com o secretário Zeno Gonçalves. O cronograma foi ampliado anteriormente e agora está concluído.

Motoristas com dificuldades para emitir o QR Code podem buscar atendimento presencial no edifício Infra. Problemas com cadastro de veículo devem ser resolvidos com as plataformas, como Uber e 99, enquanto dados pessoais são analisados pela equipe técnica.

O QR Code é fundamental para reforçar a fiscalização e combater o transporte irregular. Identificação digital semelhante à dos táxis permitirá que passageiros verifiquem se o motorista está regularizado, aumentando a segurança e fortalecendo a demanda para motoristas dentro da lei.

O motorista Leandro Rodrigues, do Gama, conta que realizou o cadastro sem problemas e recebeu o QR Code para fixar no veículo, facilitando seu trabalho. Já a motorista Cristiane de Souza Lima, de Arniqueiras, destaca que a medida traz mais segurança tanto para motoristas quanto para passageiros, lembrando os riscos enfrentados pela categoria.

O selo com QR Code deve ficar fixado no carro para que passageiros e fiscais possam consultar a regularidade do condutor e do veículo. As empresas têm 90 dias para se adequar completamente às normas.

Por outro lado, o motorista Fernando Oliveira Feitosa, de Águas Lindas (GO), acredita que muitos ainda não entendem a obrigatoriedade, pois não receberam comunicados claros. Ele opina que a medida não trará grandes mudanças na prática, já que a segurança do motorista é precária.

Fernando ressalta que o passageiro tem acesso aos dados do motorista, mas o contrário não acontece. Ele também defende maior fiscalização das plataformas e lembra que taxistas passam por vistorias e pagam taxas para atuar.

Enquanto a Secretaria aponta avanços na fiscalização e combate ao transporte irregular, parte dos motoristas pede mais diálogo e segurança para quem trabalha ao volante. O tema segue em discussão entre motoristas e passageiros no Distrito Federal.

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