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Tecnologias que ajudaram a esclarecer os assassinatos de Marielle e Anderson

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Marielle Franco (Psol) e o motorista Anderson Gomes foram assassinados em março de 2018 em um crime que envolveu diversas tecnologias, algumas utilizadas pelos criminosos e outras empregadas pela polícia na investigação. As câmeras de segurança estavam desativadas, houve uso de veículo com placa clonada e armas de uso restrito foram empregadas no atentado.

Os suspeitos do crime são o sargento reformado da PM Ronnie Lessa, acusado de atirar, e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, que teria dirigido o carro utilizado na emboscada. Ambos já foram condenados.

Tecnologias usadas pelos criminosos

  • Câmeras desligadas: Cinco câmeras da Secretaria de Segurança no trajeto estavam inativas entre 24 e 48 horas antes do crime, após término do contrato de manutenção.
  • Placa clonada: A placa do carro usado no crime foi clonada, descoberta por meio de outra câmera de segurança. O carro original estava estacionado em um local diferente, monitorado via GPS.
  • Arma proibida: A submetralhadora MP5 calibre 9mm, fabricada pela empresa alemã Heckler & Koch, foi identificada como a arma do crime, com análise das cápsulas coletadas.
  • Descarte de armas no mar: Após a prisão de Ronnie Lessa, armas foram retiradas de um imóvel ligado a ele e lançadas ao mar por meio de uma embarcação, conforme depoimentos e interceptações telefônicas.

Tecnologias que auxiliaram na investigação

  • Leitura automática de placas (OCR): Uma câmera municipal captou a placa clonada do carro usado no crime, convertendo os caracteres em dados mesmo sem imagem clara.
  • Análise de imagens e defeito no veículo: O trajeto do carro foi acompanhado por câmeras e identificações foram feitas considerando um defeito específico na traseira do automóvel.
  • Raios infravermelhos: Técnica usada para revelar uma tatuagem no braço direito de um dos suspeitos, associada a Ronnie Lessa.
  • Rastreamento por antenas de celular: Posicionamento dos suspeitos na cena do crime foi confirmado por meio da análise dos sinais das antenas telefônicas.
  • Interceptações telefônicas: Conversas gravadas ajudaram a fundamentar prisões e buscas relacionadas ao descarte das armas.
  • Análise de registros digitais: Pesquisa por ‘submetralhadora HKMP5’ encontrada em e-mail atribuído a Ronnie Lessa, evidenciando interesse na arma usada.
  • Perícia na iluminação: A iluminação na região próxima ao local do crime foi estudada para confirmar o uso de celular por um dos envolvidos, a partir do brilho captado pelas câmeras.
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