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Trump ligado a caso Epstein teve documentos ocultados, diz rádio dos EUA
Uma série de documentos que incluíam menções à suposta participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um caso de abuso sexual de uma menor ocorrido há décadas, foram retirados dos arquivos do Caso Epstein divulgados pelo governo dos EUA no final de janeiro, segundo reportagem da National Public Radio (NPR).
De acordo com a NPR, que produz conteúdos para várias rádios americanas, esses arquivos continham entrevistas e anotações que apontavam o líder republicano como envolvido no crime.
A investigação da NPR mostrou que mais de 50 páginas de depoimentos do FBI, além de diversas anotações que mencionavam o nome de Trump em um caso de abuso sexual, foram escondidas. A NPR explicou que analisou conjuntos de números de série antes e depois das páginas desaparecidas e que muitos documentos listados como divulgados não estavam disponíveis na base de dados.
Nos documentos, uma mulher acusava Trump de abuso sexual quando ela tinha 13 anos, em um episódio ocorrido décadas atrás, após Epstein apresentar os dois. Outros registros indicavam que o presidente participou de eventos e festas com Epstein, inclusive em propriedades do republicano.
A NPR também destacou a ausência de um depoimento fundamental de uma testemunha chave para a investigação, uma mulher que teria fornecido informações para o julgamento de Ghislaine Maxwell, socialite britânica considerada ex-namorada e cúmplice de Epstein.
Em resposta, a Casa Branca afirmou à NPR que, conforme declarado por Trump, o presidente está completamente isento de quaisquer acusações ligadas a Epstein. O comunicado ressaltou que a divulgação de milhares de páginas de documentos, a cooperação com pedidos de intimação do Comitê de Supervisão da Câmara, a assinatura da Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein e a solicitação de investigações sobre associados democratas de Epstein demonstram que Trump fez mais pelas vítimas do que qualquer outra pessoa até o momento.
Ghislaine Maxwell, de 64 anos, foi condenada em dezembro de 2021 e sentenciada a 20 anos de prisão por tráfico sexual. Jeffrey Epstein foi encontrado morto em uma prisão federal em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.

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