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Parlamentares do Reino unido liberam documentos sobre ex-príncipe andrew
Parlamentares britânicos aprovaram nesta terça-feira, 24, uma moção que determina a divulgação de documentos secretos concernentes à nomeação do ex-príncipe Andrew como enviado comercial.
A decisão ocorre após a detenção do irmão do Rei Charles III, acusado de compartilhar relatórios governamentais com Jeffrey Epstein durante seu período no cargo. Com o respaldo do governo do Primeiro-Ministro Keir Starmer, a moção avançou com aprovação.
Embora o governo tenha concordado em tornar públicos os arquivos, o Ministro de Comércio Chris Bryant afirmou que a divulgação de certos documentos pode ser adiada até a conclusão da investigação policial.
Essa iniciativa surge em meio à liberação nos EUA de documentos ligados a Epstein que mostram como o financista utilizava uma rede internacional de pessoas influentes para exercer poder e explorar sexualmente mulheres.
Andrew Mountbatten-Windsor, nome adotado pelo ex-príncipe, foi detido na última quinta-feira em sua residência nas propriedades particulares do irmão, Rei Charles III. Ele foi liberado no mesmo dia, mas segue sob investigação.
A polícia também prendeu Peter Mandelson, ex-ministro e ex-embaixador nos EUA, sob suspeita de conduta imprópria em cargo público, relacionada a acusações de que ele também compartilhou informações sigilosas com Epstein.
Ed Davey, líder dos Liberais Democratas e da oposição, apresentou a moção para esclarecer os motivos da nomeação de Mountbatten-Windsor como enviado comercial em 2001, após relatos de que Mandelson pressionou para essa indicação.
No debate, os legisladores solicitaram maior transparência da monarquia e modificações nas normas da Câmara dos Comuns, que tradicionalmente proibiam críticas aos membros da família real no Parlamento.
O Palácio de Buckingham buscou manter a monarquia distante do escândalo ao traçar uma clara divisão entre Mountbatten-Windsor e os demais membros da realeza. Além de retirar seus títulos reais, Charles fez com que seu irmão deixasse a propriedade de 30 quartos próxima ao Castelo de Windsor, onde residia gratuitamente por mais de duas décadas.

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