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Cármen vota para condenar irmãos Brazão

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Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou que votará pela condenação dos irmãos Brazão, acusados de planejar e ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Durante o julgamento, enfatizou a necessidade de justiça para evitar mais mortes como a de Marielle.

Ela dirigiu-se emocionada aos familiares presentes, reconhecendo a dor que a perda causou e a impotência do direito diante dessas tragédias. Cármen destacou que o julgamento é uma tentativa tímida de resposta do sistema jurídico à dor das vítimas e seus entes queridos.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou o relator Alexandre de Moraes, votando pela condenação dos irmãos Brazão, que são apontados como mandantes do duplo homicídio. Outros acusados também foram condenados por participação nos crimes, incluindo homicídio e tentativa de homicídio relacionados aos fatos ocorridos em 2018.

Zanin comentou que as provas indicam uma rede criminosa que domina áreas do Rio de Janeiro, composta por uma complexa estrutura que integra o crime organizado e o poder público, utilizando-se de violência e coação para manter o controle político e econômico.

Alexandre de Moraes, relator do caso, confirmou a existência da organização criminosa e condenou os irmãos Brazão pelos crimes de organização criminosa armada, homicídio e tentativa de homicídio. Ele enfatizou a motivação política por trás do assassinato e a influência da misoginia, racismo e discriminação na escolha da vítima.

Moraes ressaltou que os irmãos Brazão exercem forte influência política nas regiões controladas pela milícia, participando ativamente da organização criminosa armada que domina diversas localidades do Rio de Janeiro.

O voto destacou ainda que o assassinato serviu como aviso político para intimidar opositores, com o objetivo de manter o controle territorial e político da milícia.

Durante a sessão, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a condenação dos réus, apoiando-se em depoimentos e delações premiadas que detalham o funcionamento da organização criminosa e a participação dos acusados.

As defesas, por sua vez, negaram as acusações, alegando que os relatos utilizados como provas são inconsistentes e sem fundamento.

Em resumo, os irmãos Brazão são apontados como líderes de uma milícia que age para manter seu domínio econômico e político através de práticas criminosas, incluindo extorsão, violência e assassinatos, conforme apresentado pelas evidências reunidas no processo.

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