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Economia

Queda no preço da batata e cebola no atacado em janeiro

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O preço da batata e da cebola apresentou uma diminuição nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil durante o mês de janeiro, conforme informações do 2º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A pesquisa considera as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) e cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) mais vendidas nas principais Ceasas do país e que influenciam significativamente o índice oficial de inflação (IPCA).

A batata teve uma queda média ponderada de 11,75% em janeiro, atribuída ao aumento da oferta proveniente da safra das águas, favorecendo o abastecimento e mantendo os preços baixos.

Quanto à cebola, a redução de 11,01% nos preços é atípica para esta época do ano, resultado do aumento da oferta originada de Santa Catarina, que cresceu 115% em comparação a dezembro de 2025.

Por outro lado, houve alta nos preços da alface, cenoura e tomate. A alface subiu 36,56% devido às chuvas nas regiões produtoras, que dificultaram a colheita, causaram perdas na lavoura, comprometeram a qualidade e reduziram a durabilidade da hortaliça. Além disso, o excesso de chuva limitou novos plantios, impactando a oferta nas semanas seguintes.

A cenoura também registrou aumento de 8,55% na média ponderada, causado pela redução de 9% na oferta da raiz. Apesar do aumento mensal, os valores permanecem inferiores aos de janeiro de 2025.

Os preços do tomate cresceram 9,46%, devido à diminuição das áreas com frutos prontos para colheita, resultando em menor volume comercializado na maioria das Ceasas e, consequentemente, pressão para alta nos preços.

Frutas

Das cinco frutas mais comercializadas nos principais mercados atacadistas, quatro apresentaram queda de preços em janeiro: banana, laranja, mamão e melancia.

A melancia sofreu a maior retração, com 29,96% de diminuição, influenciada pela menor safra de São Paulo, crescimento lento da produção no Rio Grande do Sul, oferta estável no sul da Bahia e entressafra em Goiás. A baixa demanda, especialmente na Ceasa do Rio de Janeiro, contribuiu para essa queda.

O mamão caiu 11,04% na média ponderada devido ao aumento da oferta, principalmente das variedades papaia, oriunda do norte do Espírito Santo, e formosa, produzida no sul da Bahia.

As cotações da banana diminuíram 8,99%, em função do maior volume da variedade nanica, onde temperaturas elevadas favoreceram o amadurecimento e chuvas regulares melhoraram o enchimento e a qualidade dos cachos.

Para a laranja, houve pequenas variações com predominância de queda, totalizando uma redução de 4,83% na média ponderada, com destaque para as maiores quedas em Campinas (-8,74%) e Goiânia (-9,58%), decorrentes do aumento da oferta regional.

Com menor quantidade disponível, a maçã teve aumento de 7,75% no preço médio. A diminuição da oferta nas Ceasas deve-se ao esgotamento dos estoques em câmaras frias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, à menor produção da variedade eva no Paraná e ao fim do pico da safra paulista. Esse aumento foi moderado pela baixa demanda.

Exportações

Em janeiro de 2026, as exportações totais de frutas somaram 98,44 milhões de toneladas, representando uma queda de 12% em relação a janeiro de 2025. O faturamento atingiu US$ 112 milhões (FOB), com crescimento de 4,4% sobre o mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Mesmo com a redução mensal para melões, limões, uvas e melancias, a temporada iniciou o ano com ótimas vendas, especialmente para os mercados europeu e asiático, após recordes históricos em 2025, conforme comentário da Conab.

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