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Sheinbaum anuncia mudanças no sistema eleitoral e redução da jornada de trabalho no México

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Claudia Sheinbaum, presidente do México, divulgou nesta quarta-feira (25) uma proposta para reformar a constituição referente ao sistema eleitoral. A proposta visa uma economia de 25% nos custos das eleições e a diminuição do número de deputados eleitos por lista partidária, conhecidos como plurinominais. O projeto também prevê a redução de recursos destinados ao Instituto Nacional Eleitoral (INE) e aos partidos políticos.

A iniciativa propõe a eliminação dos resultados preliminares divulgados na noite da votação, estabelecendo que apenas os resultados finais devem ser aguardados. Além disso, aumenta a fiscalização sobre doações, proibindo recursos ilícitos e em dinheiro vivo, e veda o uso de inteligência artificial (IA) e bots em campanhas eleitorais. O texto também inclui medidas para estimular o voto dos emigrantes e diminui o tempo dedicado à propaganda eleitoral nos meios de comunicação.

Claudia Sheinbaum afirmou: “Não desejamos um partido estatal, nem um partido único” e destacou que “todos os candidatos precisam conquistar votos diretamente no campo”. Entretanto, a oposição critica os cortes realizados no INE, apontando possíveis riscos à independência e à capacidade técnica da instituição. A proposta está prevista para ser debatida pelo Congresso na próxima semana.

Na mesma data, o Congresso sancionou a diminuição progressiva da jornada semanal de trabalho de 48 para 40 horas, mantendo inalterados salários e benefícios, com apoio do governo. A implementação terá início em 2027, reduzindo em duas horas por ano até 2030. A votação na Câmara teve 411 votos favoráveis e 58 contrários, após aprovação anterior no Senado, e agora segue para os legislativos estaduais.

A reforma endurece o limite de horas extras a 12 por semana, distribuídas em até quatro dias, e proíbe o trabalho extraordinário para menores de 18 anos. O governo prevê que cerca de 13,5 milhões de trabalhadores se beneficiem da mudança, enquanto análises sugerem que até 30 milhões possam ser afetados. Para o Instituto Mexicano para a Competitividade (IMCO), a adaptação gradual facilitará a transição das empresas. Contudo, o setor automotivo alerta para potencial elevação de custos.

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