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Ucranianos e enviados dos EUA discutem ações contra Rússia em Genebra

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Uma equipe da Ucrânia encontrará representantes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de uma nova rodada de negociações com a Rússia, anunciou o presidente Volodymyr Zelensky na quarta-feira, 25.

Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, se reunirá na quinta-feira, 26, em Genebra, com Steve Witkoff e Jared Kushner, informou Zelensky.

Os EUA têm tentado mediar a paz, levando Rússia e Ucrânia a negociações em Abu Dhabi e Genebra neste ano. No entanto, até agora, poucas convergências foram alcançadas enquanto o conflito russa-ucraquiano entra em seu quinto ano.

Na reunião de quinta-feira, serão discutidos detalhes de um possível plano de reconstrução para a Ucrânia após a guerra, além dos preparativos para um próximo encontro trilateral com autoridades de Moscou, disse Zelensky. Ele também encarregou Umerov de tratar uma eventual troca de prisioneiros.

A Ucrânia espera que as negociações facilitadas pelos EUA com a Rússia aconteçam na semana seguinte, acrescentou Zelensky.

Witkoff afirmou na terça-feira, 24, que manterá conversas em Genebra com Umerov, que podem levar a uma reunião trilateral na Flórida.

Na mesma data, em Genebra, também ocorrerá uma rodada de negociações sobre o programa nuclear entre Estados Unidos e Irã.

Segundo Witkoff, as questões sobre garantias de segurança já foram em grande parte resolvidas nas discussões anteriores com Rússia e Ucrânia. Ele destacou que ambas as partes estão engajadas em esforços de paz, com diálogos quase diários entre as autoridades.

Washington não pressiona a Ucrânia a aceitar concessões, e os russos mostraram certa moderação, declarou Witkoff durante o fórum internacional Yalta European Strategy, organizado pela Fundação Victor Pinchuk em Kiev.

Na terça-feira, 24, ao marcar o quarto aniversário da invasão russa, Zelensky ressaltou que a Rússia não conseguiu derrotar a Ucrânia nem destruir o espírito do povo, apesar do exército russo ser maior, mais bem equipado e ter promovido bombardeios severos em áreas civis.

Nos últimos meses, as forças ucranianas recuaram o exército russo em vários pontos ao longo da linha de frente de aproximadamente 1.250 quilômetros nas regiões orientais do país, conforme avaliação do Instituto para o Estudo da Guerra.

O instituto, sediado em Washington, avaliou que os avanços recentes são os maiores desde 2024, embora seja pouco provável que levem a grandes ofensivas devido à falta de tropas ucranianas.

Mesmo assim, esses ganhos podem dificultar os planos russos para ofensivas na primavera e verão, segundo análise do instituto. A Ucrânia também tem realizado quase todas as noites ataques com drones de longo alcance contra alvos militares e de infraestrutura na Rússia.

O Departamento de Estado dos EUA expressou preocupação com recentes ataques ucranianos ao porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, que afetaram interesses petrolíferos americanos no Cazaquistão, disse o principal representante ucraniano em Washington na terça-feira.

Na quarta-feira, um ataque de drone ucraniano matou quatro trabalhadores da fábrica de fertilizantes Dorogobuzh, na região russa de Smolensk, e feriu outras dez pessoas, informou o governador Vasili Anokhin.

Autoridades da Ucrânia relataram que a Rússia lançou 115 drones durante a noite, incluindo um ataque a uma vila no distrito de Zaporizhzhia, no sul, que deixou quatro mortos e uma criança ferida, segundo o Serviço Estatal de Emergência.

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