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André Mendonça alerta para cuidado com ofertas financeiras sedutoras

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André Mendonça, novo responsável pelo inquérito que apura supostas fraudes ligadas ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ressaltou em um culto que os fiéis não devem ser atraídos por “propostas sedutoras no aspecto financeiro”. Como pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, Mendonça compartilhou, nesta terça-feira (24), um trecho da sua mensagem.

Durante o sermão, o ministro abordou também o desafio do poder político e institucional. “Nosso coração pode desejar além do que Deus planeja para nós. O poder político e institucional é uma dádiva divina, porém, quando agimos sem guiar nossos corações pelos valores e princípios divinos para beneficiar o povo, estamos sucumbindo à tentação do maligno. Não busque poder, nem holofotes; busque a Deus”, afirmou.

Essa declaração acontece em meio ao tumulto envolvendo o Banco Master, que revelou laços entre familiares de ministros do STF e operadores conectados ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário da instituição.

Segundo o Estadão, os irmãos do ministro Dias Toffoli, antigo responsável pelo caso, mantinham sociedade com o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que gerenciava um dos fundos vinculados ao banco.

Diante da pressão, Toffoli renunciou à relatoria, que foi então passada ao ministro Mendonça. A desistência ocorreu após uma reunião secreta entre ministros, convocada rapidamente após a Polícia Federal (PF) encontrar menções a Toffoli no celular de Vorcaro.

O ministro Alexandre de Moraes também teve ligação próxima ao caso, já que o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, assinou contrato de R$ 129 milhões até 2027 com o Banco Master, de acordo com o jornal O Globo.

Além dessas conexões entre pessoas próximas a ministros e o banco, o Estadão revelou que um grupo de parlamentares trabalhou para aprovar medidas no Congresso Nacional que favoreciam o Banco Master, protegiam políticos, pressionavam tanto a Polícia Federal quanto o Banco Central e tentam impedir a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema.

Perfil de Mendonça

Na época em que atuava como advogado-geral da União, Mendonça foi indicado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro em 2021. Em 2019, logo no início do mandato, Bolsonaro declarou a intenção de nomear um candidato “muito ligado às igrejas evangélicas” para preencher uma vaga na Corte.

Mendonça assumiu a vaga deixada pelo ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou em julho daquele ano, contando com o apoio de líderes evangélicos aliados ao então presidente.

Na época da indicação, Mendonça exercia o papel de reverendo na Igreja Presbiteriana Esperança de Brasília, pertencente a uma corrente considerada mais progressista dentro do meio evangélico, contrastando com os grupos mais conservadores predominantes nesse segmento religioso.

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