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Condenação da morte de Marielle gera reações diferentes entre esquerda e direita
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou, nesta quarta-feira (25), por unanimidade, os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, como responsáveis pelo planejamento do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes.
Ambos foram condenados igualmente pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, totalizando sentenças que somam 76 anos e três meses de prisão. A decisão provocou reações distintas no espectro político nacional, especialmente entre a esquerda e direita.
Além deles, o ministro do STF condenou Ronald Paulo Alves Pereira pelo duplo homicídio e tentativa de homicídio, Robson Calixto por participação em organização criminosa, e Rivaldo Barbosa por obstrução da Justiça e corrupção passiva.
Repercussão entre a esquerda
O caso que mobilizou o Brasil e várias partes do mundo desde o assassinato ganhou desfecho após oito anos de investigações e processos. Líderes progressistas expressaram suas opiniões nas redes sociais assim que as condenações foram confirmadas.
Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial e irmã da vereadora, esteve presente durante o julgamento no STF e usou suas redes para compartilhar seu sentimento, afirmando que honrar a memória de Marielle e Anderson é uma missão de vida, apesar da demora pela justiça.
Monica Benicio, viúva de Marielle e vereadora pelo PSOL, postou uma foto da ativista destacando que agora têm respostas sobre a morte da companheira e que a vida dela é uma inspiração para todos.
Diversas outras lideranças, como Renata Souza e Erika Hilton, comentaram o veredito, reconhecendo que apesar de a condenação não trazer as vítimas de volta, representa um passo importante na luta por justiça. A atuação de políticos progressistas como Marcelo Freixo, Tarcísio Motta e Chico Alencar também foi notada durante o processo.
Repercussão entre a direita
Diferentemente da esquerda, representantes da direita política não divulgaram manifestações públicas sobre o resultado do julgamento. O deputado estadual Rodrigo Amorim e o governador Cláudio Castro mantiveram silêncio, assim como membros da família Bolsonaro.
Por outro lado, familiares dos réus se posicionaram nas redes sociais contra a condenação, denunciando o que consideram uma injustiça e comparando a situação a uma ditadura.
Outras organizações e posicionamentos
Instituições como o Instituto Marielle Franco e a Anistia Internacional destacaram a importância do julgamento como marco contra a impunidade política, mas também ressaltaram falhas do Estado em garantir segurança e justiça para defensores dos direitos humanos.
O Instituto Marielle Franco, fundado pela família da vereadora para preservar seu legado e promover a justiça social, classificou a decisão do STF como um avanço histórico após anos de luta contínua das comunidades negras, periféricas e LGBTQIA+.

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