Conecte Conosco

Mundo

EUA aliviam restrição ao petróleo para Cuba e Caribe teme instabilidade

Publicado

em

Os Estados Unidos flexibilizaram nesta quarta-feira (25) a proibição das exportações de petróleo venezuelano para Cuba, país enfrentando uma grave crise econômica e energética que tem causado preocupação entre líderes caribenhos pelo risco de instabilidade regional.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, cubano-americano conhecido por seu desejo de acabar com o governo comunista de Havana, participou de uma reunião da Comunidade do Caribe (Caricom) para discutir a situação em Cuba e na Venezuela.

Sobre a Venezuela, Rubio apoiou a ação militar americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro em Caracas.

Enquanto Rubio conversava em São Cristóvão e Nevis, a administração de Donald Trump flexibilizou a proibição sobre o envio de petróleo venezuelano para Cuba, que dependia deste aliado para cerca de metade de seu fornecimento de combustível.

O Departamento do Tesouro dos EUA autorizou “transações que beneficiem o povo cubano”, incluindo o petróleo venezuelano para usos comerciais e humanitários.

Para usufruir da medida, as exportações devem ser feitas por empresas privadas, e não pelo amplo aparato governamental ou militar do regime comunista.

Desejo de estabilidade

Diversos líderes do Caribe expressaram receio que a crise em Cuba afete negativamente toda a região.

“O sofrimento humanitário não serve a ninguém”, disse o primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness, na terça-feira. “Uma crise prolongada em Cuba não ficará limitada a Cuba.”

O mesmo sentimento foi manifestado pelo primeiro-ministro de São Cristóvão e Nevis, Terrance Drew: “Uma Cuba instável desestabilizará todos nós”.

O Canadá, que mantém uma relação cordial com Havana apesar das tensões com os EUA, anunciou ajuda de 8 milhões de dólares canadenses (aproximadamente R$ 30 milhões) para Cuba, que enfrenta apagões constantes e severa escassez de combustível.

Eleição democrática na Venezuela

Durante a cúpula da Caricom, Rubio defendeu a operação contra Maduro, afirmando que a Venezuela apresentou avanços significativos desde então.

“A Venezuela está em situação melhor hoje do que há oito semanas”, afirmou.

Ele ressaltou a necessidade de realizar eleições justas e democráticas, embora não tenha divulgado um cronograma para isso.

“Nossa prioridade inicial após a captura de Maduro foi assegurar que não houvesse instabilidade, migração em massa ou aumento da violência, e acreditamos ter conseguido isso”, declarou Rubio.

Desde a queda do líder venezuelano, os Estados Unidos, que apoiam a oposição democrática, têm cooperado com a presidente interina Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente do governo chavista.

O ex-presidente Donald Trump demonstrou satisfação com Delcy Rodríguez, incluindo a recepção favorável que ela deu às empresas petrolíferas americanas, embora tenha ameaçado usar a força caso suas ordens não sejam cumpridas.

A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, protagonizou um confronto com outros líderes caribenhos que apoiaram Cuba ou criticaram os EUA pela sua atuação na Venezuela.

“Não podemos apoiar regimes comunistas e ditatoriais”, afirmou.

Trinidad e Tobago, cujo litoral é próximo da Venezuela, facilitou o acesso das tropas americanas antes da operação contra Maduro.

O ex-presidente venezuelano enfrenta acusações de tráfico de drogas nos Estados Unidos, as quais ele rejeita.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados