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Haddad e Lula decidem sobre ida aos EUA; futura decisão define saída da Fazenda
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, anunciou nesta quarta-feira (25) que terá um encontro amanhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para resolver se irá acompanhar a viagem presidencial aos Estados Unidos, prevista para março, embora a data ainda não tenha sido confirmada. O rumo do governo está atrelado a essa escolha.
“Eu saberei amanhã, pois tenho reunião com ele para tomar essa decisão”, afirmou Haddad. “Se eu for para os EUA, a data será uma, senão, será outra.”
De acordo com o ministro, o Palácio do Planalto tenta agendar o encontro entre Lula e o presidente americano Donald Trump entre 15 e 20 de março.
Foi convocado pelo Palácio do Planalto para integrar a comitiva presidencial na missão aos EUA. Na viagem, o governo pretende contar com o apoio de Haddad para avançar em negociações de cooperação em segurança nacional e no combate à lavagem de dinheiro com o governo dos EUA.
Inicialmente, o ministro desejava deixar o cargo em meados de fevereiro, mas adiou seus planos a pedido do presidente para integrar a comitiva nas viagens à Índia e à Coreia do Sul, onde se encontram atualmente. Durante a estadia na Ásia, espera-se que se decida o futuro de Haddad nas eleições deste ano: se será candidato ao governo de São Paulo ou se participará apenas da campanha para reeleição de Lula, seu desejo.
Para concorrer a governador ou senador por São Paulo, Haddad precisa renunciar ao cargo até o início de abril. A viagem à Casa Branca ainda não tem data marcada, mas está prevista para março.
Em seu encontro com Trump, Lula deve pedir o reforço da colaboração para investigar e prender grandes criminosos tanto no Brasil quanto nos EUA. Entre os alvos está o empresário Ricardo Magro, acusado pela Polícia Federal de sonegar R$ 26 bilhões em impostos.
O proprietário da Refinaria de Manguinhos, controlada pelo Grupo Refit, foi alvo de operação conjunta da Polícia Federal e Receita Federal no fim do ano passado. Residente em Miami, ele e seu grupo são suspeitos de movimentar dinheiro via offshores em Delaware, considerado paraíso fiscal. Ambos negam as acusações.
Haddad se destacou como porta-voz do governo no combate ao crime organizado na segunda metade do ano passado. Após a operação contra o Grupo Refit em novembro de 2025, passou a defender a inclusão do tema nas negociações bilaterais com os EUA, que na época enfrentavam conflitos tarifários. O secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, apresentou informações sobre o assunto a Lula.
Em dezembro, Lula conversou por 40 minutos com Trump por telefone e declarou, em evento no Palácio do Planalto, que pediu ao presidente americano a prisão do dono da Refit.
“Liguei para o presidente Trump para oferecer nossa parceria no combate ao crime organizado. Enviamos uma proposta no mesmo dia. Um dos maiores líderes do crime organizado brasileiro, que é também o maior devedor do país e importador de combustíveis fósseis, mora em Miami. Se ele quiser colaborar, estamos prontos para essa ação”, afirmou Lula.
Em coletiva em Nova Délhi, neste domingo, Lula voltou a tratar do tema: “Essa pessoa reside em Miami, enviamos para Trump fotos e nome dela. Queremos que essa pessoa venha ao Brasil. Se queremos combater o crime organizado, entreguem nossos criminosos.”

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