Brasil
Adilsinho, chefe da máfia do cigarro, é preso no RJ
O contraventor Adilsinho, cujo nome verdadeiro é Adilson Oliveira Coutinho Filho, foi detido na manhã desta quinta-feira (25) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), que engloba a Polícia Federal e a Polícia Civil. Ele foi apreendido em uma casa localizada em Cabo Frio/RJ, com apoio do Serviço Aeropolicial.
Adilsinho estava foragido da Justiça, com um mandado federal em aberto e também sendo procurado pela Justiça Estadual. Ele é suspeito de ser o mandante de assassinatos, incluindo o homicídio de Fabrício Alves Martins de Oliveira, envolvido com a máfia do cigarro no estado do Rio de Janeiro.
Considerado integrante da alta hierarquia do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilsinho é reconhecido como o principal produtor e distribuidor de cigarros falsificados na região.
A ação que resultou na prisão foi realizada após coleta minuciosa de dados e informações de inteligência da FICCO/RJ. Após a prisão, ele foi encaminhado para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e, posteriormente, será enviado ao sistema prisional estadual.
Adilsinho é associado a um grupo criminoso que gerencia um cassino online ilegal que movimentou cerca de R$ 130 milhões em três anos. Além disso, ele controla a fabricação e comercialização de cigarros ilegais na Região Metropolitana do Rio, com expansão de suas operações para outras unidades da federação.
Nascido em maio de 1970, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, Adilsinho vem de uma família tradicional do jogo do bicho. Seu pai era sócio da banca “Paratodos” e acumulou riqueza com apostas. A família mudou-se para o Leblon, área nobre do Rio, onde Adilsinho cresceu e logo começou a se envolver nas atividades ilícitas que mais tarde herdaria.
Ele construiu seu império dentro da contravenção, baseada no monopólio e na corrupção policial. A partir de 2018, Adilsinho passou a direcionar os lucros do jogo ilegal para a produção e venda de cigarros clandestinos abaixo do preço legal estabelecido.
Em maio de 2021, durante a pandemia de Covid-19, Adilsinho chamou a atenção ao organizar uma festa elegante no hotel Copacabana Palace, reunindo cerca de 500 convidados, entre familiares, amigos e artistas. O convite teve como tema a trilogia “O Poderoso Chefão”, famosa pela história da família mafiosa Corleone.
Mais de dois anos depois, policiais civis realizaram buscas na cobertura de Adilsinho na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, portando um mandado de prisão por homicídio, mas não o encontraram no local.
Além do envolvimento com o jogo do bicho e o tráfico ilegal de cigarros, Adilsinho é investigado por ser o mandante dos assassinatos do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins (conhecido como Marquinho Catiri) e de Alexsandro José da Silva (Sandrinho), conforme apurado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

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