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Democratas criticam agentes de imigração após morte de refugiado de Mianmar

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Membros do Partido Democrata questionaram, nesta quinta-feira (26), as autoridades de imigração dos Estados Unidos depois que um refugiado rohingya de Mianmar foi encontrado morto após sair de um centro de detenção, aumentando a pressão sobre as políticas do presidente Donald Trump.

O corpo de Nurul Amin Shah Alam, de 56 anos, foi localizado na noite de terça-feira em uma rua de Buffalo, no estado de Nova York, conforme informado por um porta-voz da polícia local.

Segundo a imprensa local, agentes da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos haviam deixado o refugiado em um restaurante cinco dias antes. Shah Alam, que era quase cego e não falava inglês, foi encontrado morto a cerca de seis quilômetros do local onde foi deixado.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, denunciou que os agentes o abandonaram no frio, distante de sua casa, sem comunicar seus familiares.

“Ele deveria estar vivo, e isso jamais deveria ter ocorrido”, disse Schumer em uma postagem na rede social X, exigindo uma investigação independente sobre o caso.

O prefeito de Buffalo, Sean Ryan, também pediu esclarecimentos e considerou o ocorrido como profundamente perturbador e uma falha grave dos agentes de imigração.

Este episódio intensifica as críticas à tentativa do presidente Trump de deportar milhões de imigrantes em situação irregular no país.

O escritório do xerife informou que Shah Alam estava sob custódia desde fevereiro de 2025, após ser detido pela polícia de Buffalo.

Ele foi formalmente acusado de crimes graves relacionados a agressão, roubo e danos à propriedade.

Os promotores ofereceram a ele uma pena reduzida para evitar uma deportação obrigatória que resultaria de uma condenação por crimes mais graves.

Shah Alam declarou-se culpado de dois crimes menores em 9 de fevereiro e foi liberado mediante fiança em 19 de fevereiro.

A Patrulha de Fronteira chegou ao centro de detenção antes da liberação de Shah Alam e indicou que ele não apresentava sinais aparentes de sofrimento, dificuldades de locomoção ou necessidades especiais de assistência.

A polícia local abriu investigações para determinar as causas da morte do refugiado.

No entanto, a autópsia concluiu que a causa da morte estava relacionada a problemas de saúde, descartando exposição ao frio ou homicídio como fatores determinantes.

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