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Economia

Desafios e soluções para o futuro dos sistemas de energia no Brasil

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Em um encontro empresarial, o presidente do LIDE Energia Pernambuco, Eduardo Azevedo, e o líder do LIDE Pernambuco, Drayton Nejaim, receberam o Diretor de Operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Christiano Vieira, para discutir os desafios técnicos na operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2026.

A reunião, realizada na última quinta-feira (26), destacou que o Brasil está vivenciando um crescimento significativo na geração de energia renovável. Ao mesmo tempo, aumentam os desafios para assegurar a confiabilidade do fornecimento de energia.

Desafios para 2026

Dados mostraram que o SIN atingiu recentemente recorde com 93,4% da energia fornecida por fontes renováveis. Apesar dos avanços, integrar matrizes energéticas cada vez mais variáveis é o principal desafio atual. A participação de fontes eólica, solar e micro e minigeração distribuída deve diminuir a dependência da geração hidráulica.

Projeções para 2026 indicam que cerca de 75% da matriz terá algum grau de inflexibilidade estrutural. Atualmente, a geração hidráulica permanece como a principal fonte de flexibilidade.

No entanto, restrições como limites nos níveis dos reservatórios, vazões mínimas e exigências socioambientais estão reduzindo as possibilidades operacionais.

Outro desafio importante é o aumento do chamado “curtailment”, que consiste na redução planejada da geração para manter a segurança do sistema.

O ONS tem adotado medidas para reduzir esses efeitos, como ampliar a rede de transmissão no Nordeste e instalar compensadores síncronos para suporte dinâmico ao sistema.

Além disso, eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, ondas de calor e enchentes, foram identificados como riscos estruturais relevantes para o sistema energético.

Soluções propostas

Entre as estratégias destacadas estão a análise avançada de dados para melhorar a previsão da geração variável, o uso combinado de geração renovável com armazenamento, e a sinalização adequada de preços para incentivar o consumo em horários de excesso de oferta.

Também é fundamental avaliar o impacto de cargas intensivas, como data centers e instalações para produção de hidrogênio, no sistema energético.

Informações fornecidas pela assessoria do evento.

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