Centro-Oeste
Mulher é presa por dopar, agredir e roubar homem em Ceilândia
Uma mulher de 24 anos foi detida após dopar, amarrar, agredir e roubar um homem de 54 anos em Ceilândia, no Distrito Federal. O crime aconteceu na madrugada de quarta-feira (26) e, segundo a Polícia Civil, foi planejado previamente. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva após audiência de custódia no dia seguinte.
Segundo a investigação, a suspeita, Beatriz Elissandra Marques Carvalho, foi filmada usando máscara enquanto atacava a vítima dentro da casa da própria mulher. As imagens foram analisadas pela polícia e incluídas no inquérito.
O encontro entre Beatriz e o homem começou em um bar na QNM 6, em Ceilândia Norte. Depois de beberem juntos, eles foram até a residência da suspeita, que fica próxima ao bar. Lá, o homem foi dopado com uma mistura de cinco remédios sedativos colocados em uma garrafa de água.
Com a vítima enfraquecida, a mulher a amarrou, bateu nela e a submeteu a sessões de tortura. Mesmo machucado, o homem conseguiu se soltar das amarras e fugir, procurando atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia. Ele teve fraturas em duas costelas e vários hematomas na cabeça.
Logo depois, Beatriz foi até a UPA atrás do homem e o ameaçou de morte, conforme relatos. A Polícia Militar foi acionada e prendeu a mulher no local. Na delegacia, ela confessou o crime e disse que tudo foi planejado.
A Polícia Civil informou que Beatriz tem 27 registros policiais anteriores por crimes como ameaça, furto, injúria e tráfico de drogas. Durante buscas na casa dela, foram encontrados cartões bancários e um notebook que pertencem a outra vítima. Há também registro de um caso parecido no dia 23 de fevereiro, levantando suspeita de que ela tenha cometido crimes semelhantes outras vezes.
Beatriz foi acusada de roubo com restrição de liberdade e uso de arma branca. O inquérito policial foi concluído e enviado à Justiça. Na decisão que manteve a prisão, o juiz destacou a gravidade das agressões, o sofrimento da vítima, as queimaduras e a intenção de matar, ressaltando que a mulher foi até a unidade de saúde para tentar “terminar o serviço”.

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