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Novo nome surge em Minas e causa dúvidas sobre palanque do PL

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As anotações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) indicam uma nova possível candidatura para o governo de Minas Gerais: Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

O documento sugere que o vice-governador do PSD, apoiado por Romeu Zema (Novo) e Nikolas Ferreira (PL-MG), poderia prejudicar o projeto presidencial do filho de Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro esclareceu que o conteúdo das anotações reflete opiniões de líderes locais e não necessariamente sua posição pessoal.

Dentro do PL mineiro, existem três possibilidades: apoiar Mateus Simões, candidato do PSD; apostar no senador Cleitinho (Republicanos); ou lançar uma candidatura própria, com Flávio Roscoe como o nome mais comentado.

Flávio Roscoe é empresário têxtil e presidente da Fiemg desde 2018, que se destacou no diálogo entre o setor produtivo e o governo estadual, criticando políticas fiscais que prejudicam a indústria local.

Roscoe também exerce cargos importantes na Confederação Nacional da Indústria (CNI), reforçando sua atuação em âmbito nacional.

No PL, seu nome é visto como uma alternativa capaz de unir diferentes alas da direita e evitar conflitos internos, especialmente caso o partido não consiga definir apoio a Simões ou Cleitinho.

Essa candidatura, porém, é uma opção secundária e depende do desenrolar das negociações políticas nas próximas semanas.

O partido vive uma divisão interna: parte acredita que Simões tem dificuldades eleitorais e pode prejudicar o bolsonarismo, enquanto outro grupo o vê como um nome com potencial de crescimento, por sua proximidade com o governo de Romeu Zema e articulação política.

Recentemente, o vice-governador contratou o marqueteiro Paulo Vasconcelos, conhecido por campanhas eleitorais de sucesso, para fortalecer sua imagem.

Essa disputa interna também envolve deputados do PL com posições divergentes, como Nikolas Ferreira e Bruno Engler, que manifestam opiniões distintas sobre o apoio às candidaturas locais.

Engler defende que qualquer candidato do PL deve apoiar a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, apontando o senador Cleitinho como uma alternativa viável.

Enquanto isso, Nikolas Ferreira tem buscado manter diálogo tanto com o governo estadual quanto com a direção nacional do partido.

Outro ponto de resistência ao nome de Simões é sua ligação com Romeu Zema, visto como possível adversário nacional de Flávio Bolsonaro. A hipótese de uma chapa presidencial que incluísse Zema chegou a ser considerada, mas perdeu força.

O presidente do PL em Minas Gerais, Domingos Sávio, ressalta que o partido ainda está avaliando todas as possibilidades, incluindo candidatura própria, e que a construção de um palanque presidencial forte no estado é fundamental.

Fora do PL, lideranças reconhecem o peso político de Nikolas Ferreira, mas veem riscos na candidatura de Cleitinho.

Além da disputa pelo governo, há definição em aberto sobre candidaturas ao Senado, com nomes do PL e aliados envolvidos nas negociações.

O vazamento das anotações expôs um debate interno relevante sobre o futuro da direita em Minas Gerais: escolher entre a continuidade da administração do governo Zema ou a formação de um palanque alinhado totalmente à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro em 2026.

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