Brasil
Justiça mantém preso Adilsinho após audiência
O tribunal da 3ª Vara Criminal Federal confirmou nesta sexta-feira a legalidade da detenção do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, durante uma audiência de custódia realizada no prédio da Justiça Federal localizado no Centro do Rio.
De acordo com a TV Globo, Adilsinho será levado para um presídio federal. Na mesma audiência, a prisão em flagrante do policial militar Diego D’Arribada Rebello de Lima também foi ratificada.
Ambos foram detidos por policiais civis e federais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, na quinta-feira, em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A operação contou com o apoio do Serviço Aeropolicial e do Ministério Público Federal.
Adilsinho possuía cinco mandados de prisão ativos, emitidos por órgãos judiciais federais e estaduais, por suspeitas de envolvimento em assassinatos e na distribuição ilegal de cigarros. Já o policial militar é suspeito de fazer parte da equipe de segurança do contraventor e foi autuado por favorecimento pessoal.
O contraventor foi levado algemado e escoltado por agentes federais para a audiência, que começou com atraso e durou aproximadamente 50 minutos.
A detenção de Adilsinho está diretamente ligada à Operação Libertatis II, deflagrada pela Polícia Federal para combater uma grande rede criminosa relacionada ao comércio ilegal de cigarros no estado.
Adilsinho é investigado por crimes no Rio de Janeiro e em outros estados, incluindo homicídios e sua participação na chamada máfia dos cigarros.
A Polícia Federal e a Polícia Civil apuraram que o contraventor, considerado o fugitivo mais procurado do estado, passou o carnaval no Rio e estava na mansão onde foi capturado há pelo menos uma semana.
Ele já havia escapado de duas tentativas anteriores de prisão, incluindo um cerco policial em outubro do ano passado na Zona Oeste do Rio.
A transferência para um presídio em outro estado, requerida pela Polícia Federal, tem como objetivo garantir a segurança dele e evitar interferências nas investigações em andamento.
Réu em processos por homicídio e organização criminosa, Adilsinho responde por cinco mortes formalmente e é investigado em outros casos envolvendo assassinatos e atentados.
As apurações indicam que ele esteve envolvido em execuções relacionadas à disputa pelo comércio ilegal de cigarros e pontos de jogos.
Um dos casos investigados é o assassinato do policial civil Carlos José Queirós Viana, executado em frente à sua casa em Niterói em outubro do ano passado. Cinco pessoas foram presas pelo crime, incluindo um segurança pessoal do contraventor.
Outro assassinato ligado a Adilsinho é o de Cristiano Souza, dono de uma tabacaria, morto com mais de 30 tiros em junho de 2023. A vítima era distribuidor da marca R8, concorrente dos cigarros controlados pela quadrilha do contraventor.
Na quinta-feira, o advogado Ricardo Braga, defensor de Adilsinho, afirmou que seu cliente estava realizando exercícios ao ar livre, indicados por um médico, no momento da prisão. Além disso, destacou que seu cliente confia no sistema judiciário e nega todas as acusações contra ele.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login