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Haddad e Alckmin vão se reunir com Lula para discutir eleição em SP
Fernando Haddad, ministro da Fazenda, informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agendou para a próxima terça-feira um encontro com ele e o vice-presidente Geraldo Alckmin para debater a situação eleitoral no estado de São Paulo.
Apesar de especulações recentes, Haddad esclareceu que não foi discutida qualquer candidatura durante suas viagens internacionais ou no jantar ocorrido na quinta-feira.
— Publicaram que conversamos, mas isso não aconteceu. Não tocamos no assunto eleições nem na Índia, nem na Coreia — afirmou o ministro em entrevista ao Flow Podcast.
Haddad contou que acreditava que o jantar seria o momento para tratativa eleitoral, mas percebeu que não seria o caso quando Lula pediu para que ele levasse sua esposa, Ana Estela.
No fim da noite, o presidente perguntou sobre o retorno de Haddad a Brasília e avisou que convocaria ele e Alckmin para uma reunião de alinhamento na terça-feira, focada em São Paulo.
O encontro acontece num momento em que se intensificam os movimentos para estruturar o palanque governista no maior colégio eleitoral do país. Aliados de Lula avaliam que Haddad tem demonstrado maior disposição para disputar em São Paulo, especialmente diante do avanço de candidatos da direita nas pesquisas.
O papel do vice-presidente Geraldo Alckmin, figura central no estado, também está na pauta. Embora prefira continuar como vice, ele enfrenta pressão para integrar uma ampla chapa capaz de enfrentar o governador Tarcísio de Freitas, hoje favorito à reeleição. Tal chapa poderia incluir ainda as ministras Marina Silva e Simone Tebet, fortalecendo o palanque estadual e a estratégia nacional de Lula.
Pesquisas recentes indicam melhora nas candidaturas da direita, como a de Flávio Bolsonaro, enquanto mostram que Haddad mantém boa avaliação e menor rejeição em comparação a outros nomes do PT no estado. Após seu desempenho destacado em 2022, aliados consideram o ministro um nome competitivo para reconquistar espaço em São Paulo.
Dentro do PT, cresce a pressão para que ele aceite a disputa. O entorno do ministro afirma que sua movimentação é guiada por um senso de missão e alinhamento com Lula, mas ainda falta definir o cargo a ser disputado e o projeto político a ser apresentado aos eleitores.

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