Notícias Recentes
Cláudio Castro afirma politização na investigação da PF sobre cargos no Rio
Neste sábado (28), durante a inauguração de uma base da Operação Segurança Presente em Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, o governador Cláudio Castro respondeu às conclusões do relatório da Polícia Federal que indicam a distribuição de cargos em órgãos do Executivo estadual.
A investigação, que apontou o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, menciona uma planilha detalhando a partilha de cargos entre deputados aliados em instituições como o Ceperj, Fundação Leão XIII, Lei Seca e Segurança Presente.
De acordo com a Polícia Federal, durante a gestão de Bacellar, a Assembleia Legislativa fortaleceu sua influência em decisões que seriam prerrogativas do Governador do Estado.
Cláudio Castro negou qualquer descontrole ou conhecimento das nomeações citadas e garantiu que seu governo mantém um modelo de coalizão semelhante a outras esferas.
Ele comparou a organização do seu secretariado à divisão ministerial do governo federal, ressaltando que essa é sua forma de fazer política, e sugeriu que o mesmo delegado federal examine também a distribuição de cargos na União.
O governador criticou a atuação do delegado responsável pela investigação, classificando-o como parcial e politizado, e afirmou que a apuração tem o objetivo de desgastar o governo.
Sobre a alegação de perda de controle nas nomeações, Castro foi claro ao dizer que isso é impossível, dada a quantidade de servidores no estado, e ressaltou que o governo estadual possui menos secretarias que a prefeitura do Rio e o governo federal.
O relatório da PF menciona uma anotação na planilha apreendida que consta a expressão “cargos para compensar o Ceperj”, um órgão já investigado por pagamentos durante as eleições de 2022, caso que também está sob análise do Tribunal Superior Eleitoral.
A investigação indica que a influência dos parlamentares teria extrapolado a articulação política comum em governos de coalizão, interferindo em decisões executivas estaduais. No entanto, o governador rejeitou essa visão e afirmou que a apuração possui motivações políticas.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login