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Flávio critica Lula e pede impeachment no STF
Em um evento com forte tom eleitoral na Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à presidência da República, participou de um ato que reuniu importantes nomes da direita brasileira como os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União).
O evento, caracterizado por manifestações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu também a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Simultaneamente, protestos ocorreram em pelo menos 33 cidades, incluindo 21 capitais, tais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife e Salvador.
Foi o primeiro grande ato do senador desde que foi anunciado como pré-candidato pelo pai, Jair Bolsonaro. No palco, Flávio usou um colete à prova de balas, símbolo que remete às manifestações anteriores do ex-presidente. Antes de seu discurso, um vídeo com tom eleitoral criticou as políticas de segurança pública e o aumento de impostos sob o governo Lula, também reprovando benefícios sociais como o Vale Gás, ressaltando que ‘a conta vai chegar’.
Flávio afirmou que o ato não tinha caráter eleitoral, já que havia mais de um pré-candidato presente, e propôs uma comparação entre as políticas de Lula e as de seu pai.
Ao se dirigir aos jovens, mencionou a lei de renegociação de dívidas do Fies sancionada pelo pai, e dirigiu uma fala emocional às mulheres, enfatizando a luta contra o feminicídio e o apoio às mães de baixa renda, destacando programas sociais como o Bolsa Família.
O senador falou da importância da proteção às mulheres e da ampliação do auxílio social durante a pandemia, destacando os valores concedidos por Bolsonaro. Em seguida, adotou um tom moderado para criticar o STF, defendendo o impeachment de ministros que descumpram a lei, mas ressaltando a importância da Corte para a democracia.
O ato foi convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), com o lema “Fora Lula, Moraes e Toffoli”, buscando endurecer a oposição ao governo e aos ministros do STF. Discursos acalorados fizeram alusão às eleições de outubro, sem pedidos explícitos de votos, ressaltando a responsabilidade coletiva para mudança.
A recepção a Flávio Bolsonaro foi calorosa, com apoiadores e cartazes. Ronaldo Caiado prometeu anistia plena aos condenados pelos atos golpistas, enquanto Romeu Zema criticou a situação política em Brasília e afirmou que continuará participando das manifestações contra o que chamou de intocáveis da República.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também demonstrou apoio ao grupo, destacando a organização para as eleições, enquanto Eduardo Bolsonaro, dos Estados Unidos, incentivou por videoconferência a eleição do irmão para buscar justiça.
O foco principal das críticas foi ao presidente Lula, principalmente em relação à segurança pública, destacando o controle do crime organizado e o aumento de roubos de celulares no país. Os opositores também mencionaram supostas fraudes no INSS e investigaram o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva.
Discursos inflamados contra o STF foram feitos pelo pastor Silas Malafaia e pelo deputado Nikolas Ferreira, que pediram o afastamento do ministro Alexandre de Moraes. Participantes exibiram cartazes e inflaram a crítica aos ministros do Supremo, reforçando o clima de oposição intensa.

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