Economia
Arcabouço fiscal está correto, mas ajustes na intensidade são necessários, diz Rogério Ceron
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou nesta segunda-feira (2) que o arcabouço fiscal estabelecido pelo governo está na direção certa, porém requer ajustes em seus parâmetros. Durante um evento promovido pelo jornal Valor Econômico, ele destacou que criar uma nova regra seria um desperdício de tempo para o país.
“Acredito que o que precisamos é fazer uma calibragem, algo que é relativamente simples de realizar”, declarou o secretário, ressaltando que os ajustes devem ser discutidos após as eleições. Ele também compartilha uma visão diferente daqueles que acreditam que o Brasil enfrenta grandes dificuldades para implementar as mudanças necessárias para estabilizar as finanças públicas, afirmando que a situação não é tão complicada quanto aparenta.
Ceron defendeu a necessidade de revisar a dinâmica de crescimento das despesas obrigatórias, que atualmente aumentam além do limite previsto pelo arcabouço, reduzindo o espaço para gastos discricionários. Segundo ele, essa taxa de crescimento precisa ser modificada pela próxima administração, sendo uma pauta importante para 2027.
O secretário lembrou ainda que o teto global do arcabouço fiscal, que limita o aumento das despesas a 2,5%, também pode ser revisto. Caso esse limite seja reduzido, isso poderá impactar indicadores relevantes, como o salário mínimo, e consequentemente a despesa previdenciária.
“Precisamos tratar essas questões de forma estruturada”, afirmou Ceron, destacando que o país está em uma posição equilibrada e favorável para um ajuste fiscal mais rigoroso a partir de 2027, impulsionado pelo crescimento econômico.

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