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Reino Unido abre bases aos EUA contra o Irã, mas nega estar em guerra

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O Reino Unido afirmou nesta segunda-feira que não está em guerra após ataques com drones iranianos a uma base britânica em Chipre, depois de permitir que os Estados Unidos utilizem suas instalações militares contra o Irã.

O presidente americano Donald Trump criticou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por ter demorado para autorizar o uso da base de Diego García, no Oceano Índico. “Estamos muito desapontados com Keir”, disse ao jornal The Daily Telegraph.

Domingo à noite, Starmer aceitou o pedido dos EUA para utilizar bases britânicas contra alvos de mísseis iranianos, incluindo o estratégico Diego García, no arquipélago de Chagos.

“O Reino Unido não está em guerra”, declarou à BBC o secretário de Estado para o Oriente Médio, Hamish Falconer. O governo laborista optou por não participar das ações iniciais das forças americanas e israelenses.

Apesar disso, o jornal The Daily Telegraph destacou que o Reino Unido apoia ações contra o Irã. Starmer descreveu a autorização como uma medida defensiva.

Defesa legítima

Para o primeiro-ministro, a decisão visa evitar ataques iranianos com mísseis na região, protegendo países que não estão envolvidos no conflito. “Nossa decisão baseia-se na legítima defesa de aliados”, afirmou, ressaltando que a atuação está conforme o direito internacional e que o Reino Unido não realizará ataques ofensivos ao Irã.

Na noite de domingo, drones iranianos atacaram a base aérea britânica de Akrotiri, em Chipre, principal instalação militar do Reino Unido na área. Um drone atingiu a pista, sem feridos.

Starmer ressaltou que não busca um conflito prolongado com os EUA, lembrando os erros da invasão ao Iraque realizada em 2003 sob o governo trabalhista de Tony Blair.

Contexto atual

Para a diretora da Faculdade de Direito da Universidade de Reading, Rosa Freedman, a situação atual é diferente e faz parte de um conflito mais amplo iniciado após o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023. Segundo ela, o povo iraniano tenta há anos derrubar seu governo, e uma mudança de regime é vital para garantir estabilidade e segurança nacionais e internacionais. O alinhamento do Reino Unido com Estados Unidos e Israel torna suas bases alvos legítimos.

A chanceler britânica, Yvette Cooper, comentou que cerca de 300 mil britânicos estão nos países do Golfo, locais atualmente visados pelo Irã, entre eles turistas, passageiros em trânsito, empresários e residentes.

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