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Flávio adota combate ao feminicídio como causa eleitoral
Durante a manifestação realizada na Avenida Paulista neste domingo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) destacou, em parte de seu discurso, o aumento dos casos de feminicídio no Brasil. Pré-candidato à Presidência, ele ressaltou a necessidade de uma “defesa firme das mulheres”.
Este é também um tema central na campanha de seu provável adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente diante do recorde de casos registrados em 2025.
No trio elétrico, Flávio afirmou que as mulheres eram protegidas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, com a aprovação de leis específicas. Ele ainda destacou as ações da senadora Damares Alves (Republicanos), que foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
“Sou casado e pai de duas princesas, que são meu mundo. Imagino a dor das famílias que perderam uma mulher para a violência. Não vamos mais tolerar isso no país. As mulheres serão realmente protegidas, sem falsidade”, declarou o senador.
O eleitorado feminino corresponde a 52,5% do total, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme pesquisa Genial/Quaest, a aprovação do governo Lula entre as mulheres é de 48%, com 44% desaprovando – uma melhora em relação a janeiro, quando 47% rejeitavam o governo. Entre os homens, o cenário é inverso: 53% desaprovam e 43% aprovam.
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que em 2025 foram registrados 1.470 casos de feminicídio, com um aumento de 316% desde 2015, ano em que o crime foi tipificado. Diante deste cenário, Lula lançou no mês passado o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que visa ações coordenadas e permanentes entre os três Poderes.
A maioria dos manifestantes no ato bolsonarista na Avenida Paulista manifestou apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da direita à Presidência, com 74% preferindo seu nome, conforme pesquisa do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) em parceria com a ONG More in Common.
Esse apoio difere de pesquisas anteriores que apontavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como favorito para representar a direita. No evento, a maioria era masculina (62%).
Duas semanas após seu anúncio como candidato, pesquisa Genial/Quaest mostrou que 54% dos eleitores consideravam a escolha de Flávio equivocada, enquanto 36% achavam certa. Em fevereiro, a aprovação da indicação subiu para 44%, superando pela primeira vez a desaprovação, que ficou em 42%.
A segurança pública permanece um dos temas mais desafiadores para a esquerda, sendo um assunto prioritário para o eleitorado devido à crescente violência.
A oposição planeja focar na questão da segurança para desgastar a imagem da gestão Lula, ressaltando deslizes do presidente em discursos recentes sobre o tema, como sua reação a dados de violência após jogos de futebol.
Por outro lado, governistas defendem que a luta contra a violência às mulheres sempre foi uma prioridade da esquerda. Destacam as políticas públicas implementadas nos últimos três anos e afirmam que Lula tem tratado o tema repetidamente em pronunciamentos públicos.

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