Economia
BRB pode parar sem socorro, alerta presidente a deputados do DF
Nelson de Souza, presidente do BRB, alertou os deputados do Distrito Federal sobre o risco de paralisação do banco caso a proposta de auxílio do governo do DF, liderado por Ibaneis Rocha (MDB), não seja aprovada pela Câmara Legislativa. Sem esse suporte, programas sociais, fornecimento de medicamentos e operações de crédito, incluindo empréstimos para servidores públicos, podem ser severamente afetados.
O projeto em análise propõe medidas para fortalecer o capital do BRB, que enfrenta prejuízos decorrentes dos ativos problemáticos herdados do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central. Esses ativos foram adquiridos em troca de uma carteira de crédito suspeita de fraude avaliada em R$ 12,2 bilhões, com previsão de perda de cerca de R$ 5 bilhões pelo Banco Central.
Entre as soluções sugeridas, destacam-se a possibilidade de aporte diretamente pelo GDF, um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões através do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou instituições financeiras, e a transferência de nove imóveis públicos ao banco, os quais podem ser vendidos, usados em fundos imobiliários ou oferecidos como garantia para empréstimos.
Essa aprovação é crucial para viabilizar o aumento do capital social previsto pelo banco, que pode alcançar R$ 8,8 bilhões via emissão de 1,675 bilhão de ações ordinárias, e será votada em 18 de abril.
Embora haja resistência entre deputados da base e da oposição, Nelson de Souza destacou que o projeto não constitui um “cheque em branco”, mas sim cria mecanismos legais para garantir a estabilidade e a continuidade do BRB.
Ele ressaltou ainda que, sem a aprovação, o banco enfrentará impedimentos regulatórios para funcionar, o que acarretaria interrupções imediatas em diversas políticas públicas do DF, incluindo programas sociais que atendem cerca de 400 mil pessoas, a entrega de medicamentos de alto custo, a bilhetagem do transporte público e diversas linhas de crédito.
A reunião, que começou pela manhã e se estendeu à tarde, contou com participação limitada dos deputados, e uma segunda reunião específica para discutir o projeto foi adiada para o dia seguinte.

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